- O Irã restabeleceu parcialmente a internet após 88 dias de bloqueio, o maior já registrado.
- O acesso voltou, porém com restrições a aplicativos e serviços de mensagens, mantendose a chamada “internet doméstica”.
- O bloqueio teve motivação política: impedir dissidentes de organizar protestos, apoiar ataques externos ou enviar imagens para o exterior.
- A medida gerou custos econômicos, estimados em cerca de US$ 80 milhões por dia, atingindo principalmente pequenas lojas online.
- Com a reconexão, houve aumento da censura: é possível acessar alguns sites internacionais, mas os maiores veículos continuam bloqueados, enquanto houve retorno da comunicação com familiares no exterior.
O Irã restaurou parcialmente o acesso à internet após 88 dias de bloqueio, o maior já registrado. A medida trouxe novas restrições a aplicativos e serviços de mensagens. A análise de Américo Martins, analista sênior de Internacional da CNN, orienta o entendimento.
Durante o bloqueio, o país ficou limitado à chamada internet doméstica, com acesso a poucos sites e apps que não tinham ligação com a Internet global, segundo o analista.
Motivações políticas por trás do bloqueio
O objetivo era evitar que dissidentes organizassem protestos, apoiassem ataques externos ou exibissem imagens internas ao restante do mundo, afirmou Martins. A medida foi apresentada como resposta ao contexto de conflito com os EUA e Israel.
O bloqueio também provocou impacto econômico significativo. Dados citados pelo analista indicam perda diária de cerca de US$ 80 milhões, afetando principalmente lojas online.
Censura aumenta após restabelecimento
Com a internet parcialmente retomada, especialistas apontam que ainda há restrições a conteúdos internacionais e aos principais veículos de informação globais. A censura é considerada mais intensa do que antes, segundo Martins.
Mesmo assim, a reconexão permitiu que moradores se comunicassem com parentes no exterior e compartilhassem informações sobre a situação interna do país.
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