- Gerson Palermo, líder do PCC com condenação de 126 anos, foi preso em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, na terça-feira, 26.
- Ele fugiu da prisão em 2020 após receber benefício de soltura por questão de saúde durante a pandemia, saiu com tornozeleira eletrônica, rompeu o equipamento e desapareceu; o juiz responsável foi aposentado compulsoriamente.
- No Paraná, ficou conhecido pelo sequestro do Boeing 727 da Vasp, em agosto de 2000, quando a quadrilha obrigou o piloto a pousar no norte do estado e roubou R$ 5,5 milhões do Banco do Brasil.
- Dentro do crime organizado, Palermo era apontado como uma das principais lideranças do PCC em Mato Grosso, coordenando logística para transportar cocaína da Bolívia para o Brasil.
- A localização atual ocorreu após conflito familiar em 2025, com a filha dele relatando ter sido sequestrada por ordem do pai; PF, grupo Garras e autoridades bolivianas monitoraram os passos dele até a prisão no exterior.
Gerson Palermo, apontado como uma das principais lideranças do PCC na região, foi preso nesta terça-feira (26) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Foragido desde 2020, ele atuava como elo-chave no narcotráfico internacional e teria participação em crimes históricos no Paraná.
Entre os episódios famosos atribuídos a Palermo, destaca-se o sequestro de um Boeing 727 da Vasp em agosto de 2000. A aeronave, que decolou de Foz do Iguaçu, teve o piloto forçado a pousar em uma pista no norte do Paraná, onde a quadrilha saqueou R$ 5,5 milhões do Banco do Brasil.
A fuga de 2020 ocorreu quando Palermo recebia tratamento de saúde em presídio de segurança máxima. Ele foi liberado com tornozeleira eletrônica, rompeu o equipamento 40 minutos depois e desapareceu; o juiz responsável pelo caso foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ.
Prisão na Bolívia
A prisão foi consolidada após investigações que se intensificaram com um conflito familiar ocorrido em 2025, quando a filha de Palermo informou ter sido sequestrada por ordem do pai, em disputa por dinheiro do tráfico. Uma força-tarefa da Polícia Federal, do grupo de combate ao crime organizado Garras e autoridades bolivianas monitorou seus passos no território estrangeiro até efetuar a captura.
Desdobramentos da atuação criminosa
Palermo era considerado peça central na logística de tráfico de cocaína, organizando o uso de aeronaves para transportar droga da Bolívia para o Brasil. A cocaína seria descarregada no Mato Grosso do Sul e, em seguida, redistribuída por carretas a vários estados brasileiros.
Conexões e histórico de cooperação
Há indícios históricos de conivência de autoridades com atividades do grupo, com registros que remontam aos anos 1980. Documentos do antigo Serviço Nacional de Informações apontam apoio de agentes para facilitar fugas e operações, incluindo uso de aeronaves de órgãos estaduais para encontros com a imprensa durante o período de fuga.
Situação atual e próximos passos
A transferência de Palermo para as autoridades brasileiras ainda não foi anunciada oficialmente. A polícia brasileira deverá solicitar extradição ou cooperação jurídica para prosseguir com os processos criminais envolvendo o líder do PCC.
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