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Rússia avisa que pode punir Armênia pela aproximação à UE

Rússia ameaça punir a Armênia com suspensão de fornecimentos de gás, petróleo e diamantes caso aproxime-se ainda mais da União Europeia

Premiê armênio, Nikol Pashinyan, ao lado de líderes da UE durante cúpula em Yerevan
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  • A Rússia sinalizou suspender ou denunciar unilateralmente o acordo de cooperação no fornecimento de gás natural, produtos petrolíferos e diamantes brutos com a Armênia, caso o país aproxime-se mais da União Europeia.
  • A mensagem foi apresentada pela embaixada russa ao Ministério da Administração Territorial e Infraestrutura da Armênia em 27 de maio, segundo a porta-voz do Ministério do Exterior russo.
  • A Armênia, que já busca ampliar cooperações com a UE em defesa, energia e outras áreas, nega ter recebido oficialmente o documento, conforme o jornal Kommersant.
  • A Armênia depende hoje da Rússia para parte expressiva de suas importações de energia, conforme acordo de 2013 que concede condições preferenciais; a Rússia já sugeriu reajustes de preços de gás.
  • Em reação, o primeiro‑ministro armênio afirmou que ameaças não ajudam, enquanto o governo tem buscado diversificar fornecedores, com compras também da Romênia, Egito, Bulgária e Azerbaijão.

A Rússia sinalizou punições à Armênia caso o país aproxime-se ainda mais da União Europeia. Segundo a embaixada russa, uma carta do ministro da Energia, Serguei Tsiviliov, foi entregue em 27 de maio à parte armênia. A mensagem alerta sobre a suspensão ou denúncia de acordo de fornecimento de gás, petróleo e diamantes caso o processo de integração com a UE continue.

A porta-voz do Ministério do Exterior russo, Maria Zakharova, afirmou que a carta foi enviada à Armênia, embora o Ministério da Administração Territorial e Infraestrutura do país tenha negado ter recebido o documento. A correspondência sustenta que o aprofundamento das relações com a UE ameaça a cooperação com a Rússia, de acordo com o Kommersant, que teve acesso ao conteúdo.

Com base no acordo de 2013, a Armênia recebe gás da Rússia em condições preferenciais e sem tarifas, além de participação significativa em produtos petrolíferos e diamantes. Moscou já indicou a possibilidade de reajustes no preço do gás, caso as relações com a Armênia se enfraqueçam.

Pressão russa e reação armena

O governo russo afirma que a Armênia é um país irmão, mas que a ajuda econômica pode ter custos. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a cooperação é útil, mas depende de manter acordos. Em resposta, o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, ressaltou que ameaças prejudicam a relação bilateral.

Pashinyan ressaltou que o país busca diversificar fontes de energia, aumentando compras na Romênia, Egito, Bulgária e Azerbaijão. A Armênia afirma que não é lógico agir contra o seu próprio interesse econômico com pressões de terceiros.

Contexto regional e desdobramentos

Durante uma cúpula em Yerevan, a Armênia reforçou o desejo de ampliar cooperação com a UE em áreas como segurança, energia e transporte. A Rússia tem adotado medidas contra produtos armênios, limitando exportações de flores, água mineral, vinho e conhaque, como retaliação à aproximação com Bruxelas.

Em meio a tensões com Moscou, representantes dos EUA assinaram acordos bilaterais com a Armênia em uma visita a Ierevan, em meio a especulações sobre o papel de interferência externa nas eleições legislativas de junho. Autoridades armenias destacaram o objetivo de fortalecer alianças internacionais.

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