- Israel realizou ataque em Beirut, segundo desde o início de um cessar-fogo no mês passado, em horário próximo de 14h locais, descrito como “direcionado” pela Defesa Israelense, mas sem detalhes.
- A imprensa israelense citou que o alvo pode ter sido Ali al-Husni, chefe da força de mísseis na Divisão Imam Hossein, milícia iraniana aliada ao Hezbollah.
- O ataque ocorre após o premiê Benjamin Netanyahu anunciar expansão de operação terrestre, em resposta a ataques com drones do Hezbollah; moradores foram orientados a se deslocar para o norte do rio Zahrani, em evacuações em maior escala desde o cessar-fogo.
- O saldo inicial aponta pelo menos 11 mortos em Tyre e arredores a leste da cidade; vídeos mostraram fogo e nuvens de fumaça em áreas residenciais, com equipes de resgate enfrentando condições perigosas.
- A escalada aumenta a tensão no cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, com autoridades mantendo acusações mútuas de violação; cerca de 300 cidades e vilarejos já foram evacuados, impactando milhares de pessoas em Lebanon.
Israel atacou a capital do Líbano, Beirut, em um novo lance duradouro desde o início da trégua no mês passado. Segundo o Idr, o ataque foi conduzido de forma “direcionada”, por volta de 14h locais (11h GMT), sem detalhes sobre o alvo. A imprensa israelense citou fontes não identificadas.
O episódio marca a segunda ofensiva sobre Beirut desde o novo cessar-fogo. O Exército israelense informou que o ataque teve caráter dirigido e que não divulgaria mais informações. Em resposta, o Hezbollah e Israel se acusaram mutuamente de violações da trégua.
O bombardeio provocou grande coluna de fumaça sobre Dahieh, bairro predominantemente sírio-chiita onde o Hezbollah mantém influência. Moradores relataram buscas por familiares entre destroços antes da chegada de equipes de resgate.
Relatos da imprensa israelense indicam que Ali al-Husni, chefe da força de mísseis do Imam Hossein Division — milícia aliada ao Hezbollah — poderia ter sido o alvo. Fontes não oficiais não confirmaram a identidade.
Paralelamente, o território ao sul ficou sob ataque de Israel, com sirenes e evacuação de áreas civis. Netayahu anunciou expansão de operação terrestre após ataques de drones do Hezbollah contra tropas e civis no norte de Israel.
As rodovias de evacuação foram reforçadas, com chamadas para a população se afastar da região Zahrani, a cerca de 40 km da fronteira, em tom de advertência de ações contundentes. Autoridades destacaram riscos de segurança.
Na noite de quarta, já havia sido anunciada a maior evacuação desde o início da trégua, atingindo cerca de 300 cidades e vilarejos, o que representa cerca de 14% do território libanês. Muitos deslocados não tinham para onde ir.
Em Tyre, cidade portuária, imagens de vídeo mostram ruas tomadas por chamas, fumaça e veículos em fogo. Pela manhã seguinte, uma grande explosão foi registrada próximo a blocos de edifícios.
Em Saida, a movimentação era incomum, com a orla cheia de pessoas e pouca presença de abrigos. Autoridades pediram que os deslocados avancem para o norte, diante da falta de espaço.
Entre os habitantes, Hanaa Jamaa descreveu a dor de ver um aluguel que mantinha ser atingido de madrugada. Ela afirmou que não apoia nem Hezbollah nem Israel e que busca apenas paz.
Autoridades israelenses justificam os ataques como resposta às provocações de Hezbollah, afirmando que a trégua vigente tem sido desrespeitada. Forças libanesas apontam violações de Israel como causas do novo escalonamento.
A escalada levanta dúvidas sobre a continuidade de negociações para encerrar o conflito, que envolve a guerra travada entre Israel, EUA e Irã. O Líbano registra milhares de mortos desde o início do confronto.
Fonte: agências internacionais, com informações adicionais de correspondentes no terreno.
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