- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou que as Forças de Defesa de Israel ampliem o controle sobre setenta por cento do território da Faixa de Gaza, em 28 de maio de 2026.
- A medida contraria o cessar-fogo vigente, que limitava a presença israelense a cinquenta e três por cento do território palestino.
- O Exército discute há meses chegar a até setenta e cinco por cento do território em até dois meses, deslocando parte da população para cerca de vinte e cinco por cento da área.
- Estimativas indicam que cerca de dois milhões e trezentas mil pessoas vivem na Faixa de Gaza; a expansão reduziria ainda mais o espaço disponível.
- Netanyahu afirmou que a estratégia é avançar por etapas, começando pela meta de setenta por cento.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou que as Forças de Defesa de Israel ampliem o controle sobre a Faixa de Gaza para 70%. A decisão foi anunciada em 28 de maio de 2026, durante uma conferência da Academia de Liderança Ein Prat. A medida contradiz o cessar-fogo vigente desde outubro de 2025, que limitava a presença israelense a 53% do território palestino.
Netanyahu sinalizou que a meta de 70% representa um avanço estratégico, após já ter dito estar no controle de 60% do território. A declaração ocorreu em resposta a elogios de participantes que defenderam ocupação completa de Gaza, ao que o premiê indicou que o plano avançará por etapas, começando pelos 70%.
Plano militar mira 75%
O Exército israelense já discutia, desde 2025, a possibilidade de assumir o controle de até 75% de Gaza em um período de cerca de dois meses. A ideia é deslocar a população para cerca de 25% do território, segundo relatos provenientes do The Times of Israel.
Militares ressaltam que a mudança de foco envolve ocupação territorial e destruição de infraestrutura do Hamas, além de ações adicionais de combate. Estima-se que 700 mil palestinos residam em Mawasi, entre 300 mil e 350 mil no centro de Gaza e cerca de 1 milhão na Cidade de Gaza, com a população total de Gaza estimada em 2,3 milhões.
Observação sobre a ocupação
Autoridades israelenses classificam áreas de Gaza, Síria e Líbano como zonas de amortecimento para reduzir riscos de novos ataques após a ofensiva de 7 de outubro de 2023. Mapas divulgados indicam expansão de áreas sob controle militar, além de avanços na chamada linha amarela em relação ao armistício.
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