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Ataques de Trump a embarcações na América Latina não contiveram cocaína para EUA

Especialistas afirmam que a cocaína continua amplamente disponível nos EUA, com preços entre US$ 60 e US$ 100 por grama, apesar dos ataques

Captura de tela de um vídeo publicado na conta do X do Comando Sul dos EUA mostra barco que foi alvo de ataque dos EUA por suposto envolvimento com narcotráfico
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  • O governo dos EUA lançou ataques a pequenas embarcações na América do Sul, com uso de aeronaves de ataque e drones, em uma operação que já custou cerca de US$ 4,7 bilhões e envolve cerca de 15 mil militares.
  • Especialistas dizem que a cocaína continua amplamente disponível nos EUA, com preços nas ruas entre US$ 60 e US$ 100 por grama, mesmo após os ataques.
  • Traficantes estariam migrando para rotas terrestres pela América Central e para navios de contêineres para driblar as ações militares.
  • A Guarda Costeira dos EUA apreendeu cerca de 232.000 quilos de cocaína em 2025, mas a produção sul-americana, especialmente na Colômbia, permanece elevada.
  • Críticos apontam ilegalidade e baixa eficácia da estratégia; autoridades defendem que as ações ajudam a conter o fluxo de drogas, enquanto especialistas alertam para limitações da abordagem.

O governo de Donald Trump lançou ataques contra pequenas embarcações na região da América do Sul, em uma ofensiva descrita como parte de uma guerra às drogas. A ofensiva resultou em dezenas de mortes e provocou críticas sobre a legalidade e a eficácia da estratégia.

Especialistas afirmam que a cocaína permanece amplamente disponível nos Estados Unidos, com preços entre 60 e 100 dólares por grama em várias cidades. O uso de rotas terrestres e de navios de contêineres é apontado como alternativa aos ataques navais.

A operação, iniciada há quase nove meses, envolve aeronaves de ataque com foco em pequenas embarcações e drones, ampliando o raio das ações para além do Caribe, incluindo o Pacífico leste. O custo estimado chega a 4,7 bilhões de dólares, segundo o projeto Costs of War.

Eficácia e críticas

Autoridades asseguram que as ações interromperam rotas de contrabando e aumentaram as apreensões de cocaína pela Guarda Costeira, que somaram 232 mil quilos em 2025. Especialistas, porém, ressaltam que a produção sul-americana segue elevada e que o impacto sobre o preço é limitado.

Especialistas em dependência química apontam que o tráfego continua estável, com a cocaína ainda amplamente disponível. A percepção de ineficácia acompanha críticas à legalidade de ações que atacam civis não envolvidos em violência iminente.

Mudanças na logística do tráfico

Tráfego tem migrado para rotas terrestres pela América Central e para cargas em navios de contêineres, com cocaína ocultada em contêineres de frutas e em navios portuários. Ainda não há sinais claros de redução da disponibilidade da droga nos EUA.

Estudos indicam que, se o bloqueio marítimo estivesse funcionando, seria esperada alta de preços ou queda na pureza da droga. Pela relação entre oferta e demanda, muitos números sugerem o contrário até o momento.

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