- Forças Armadas buscam evitar que a classificação dos PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA contamine a “diplomacia militar” entre Brasil e Estados Unidos.
- O comandante do Exército, general Tomás Paiva, planeja viajar aos EUA na próxima semana para reunião com o chefe do Estado‑Maior do Exército americano, general Christopher LaNeve.
- O encontro já estava previsto e visa aprofundar cooperações em andamento entre os dois exércitos.
- As primeiras avaliações do Exército brasileiro são de que a decisão não deve alterar a relação histórica com os EUA e não há expectativa de atuação militar americana no Brasil.
- Existe a possibilidade de ampliar a cooperação no combate ao crime no Brasil, mantendo o tema restrito às áreas de Justiça e Relações Exteriores.
As Forças Armadas brasileiras buscam preservar a continuidade da cooperação bilateral com os EUA diante da classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A medida pode alterar o enfoque da cooperação em segurança entre os dois país.
O comandante do Exército brasileiro, general Tomás Paiva, planeja viajar aos Estados Unidos na próxima semana. O objetivo é realizar uma reunião bilateral com o chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, general Christopher LaNeve. A agenda já estava em planejamento antes da decisão anunciada.
A decisão dos EUA passou a ser interpretada como mudança de enfoque, de polícia para defesa, segundo relatos de fontes governamentais. A reunião bilateral visa aprofundar cooperações em andamento entre os dois exércitos.
Forças Armadas brasileiras avaliam que a relação histórica com os norte-americanos permanece estável. Não há percepção de ação militar direta dos EUA no Brasil, em função da intensa diplomacia militar existente.
Uma leitura interna aponta que o episódio pode até ampliar a cooperação para o combate ao crime no Brasil. A prioridade é que apenas áreas ligadas à decisão tratem do tema, para evitar contaminação da relação militar entre Brasil e EUA.
Cooperação e próximos passos
As autoridades destacam que manifestações oficiais devem ficar restritas aos órgãos competentes, como Justiça e Relações Exteriores. A intenção é manter o foco técnico-diplomático, sem envolver demais a esfera política.
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