- No dia 29 de abril de 2026, Amir-Ali Minaei foi liberto da prisão de Evin, no Irã, beneficiando-se de uma anistia anual.
- O cristão de origem muçulmana, de 32 anos, havia sido detido por envolvimento com uma igreja doméstica e por atividades de propaganda contra o regime.
- Ele já havia sido preso pela primeira vez em 2022; em março de 2024 foi condenado a três anos e sete meses, reduzidos para dois anos e seis meses, sem recurso.
- Durante a prisão, sofreu agressão física por parte de um agente, desenvolveu uma grave condição cardíaca e teve as ligações telefônicas negadas; iniciou greve de fome e teve pedido de liberdade condicional negado em janeiro de 2025.
- A libertação é celebrada pela mobilização de orações da igreja e ocorre perto do Domingo da Igreja Perseguida de 2026, destacando a importância do apoio à igreja livre diante da perseguição.
Amir-Ali Minaei, cristão de origem muçulmana, foi libertado da prisão de Evin, no Irã, no dia 29 de abril de 2026. A liberdade ocorreu por meio da anistia anual concedida pelas autoridades iranianas. Minaei tinha 32 anos e foi detido por envolvimento com uma igreja doméstica, sendo acusado de atividades de propaganda contra o regime.
A detenção inicial ocorreu em 2022, com interrogatórios intensivos que ultrapassaram dois meses. Em 2024, recebeu uma sentença de três anos e sete meses, que foi reduzida para dois anos e seis meses; ele não recorreu da decisão. Ao longo do cárcere, enfrentou condições duras e restrições de comunicação com a família.
Durante o tempo custodiado, houve agressões físicas relatadas por um agente penitenciário e Minaei desenvolveu uma grave condição cardíaca. A organização Article 18 aponta que o estresse e a pressão constante teriam contribuído para o problema de saúde.
Além das agressões, direitos básicos como a possibilidade de fazer ligações telefônicas foram negados. Em protesto, Minaei iniciou uma greve de fome. Em janeiro de 2025, seu pedido de liberdade condicional foi recusado por não cooperação com autoridades.
Contexto e desdobramentos
A libertação de Amir-Ali é apresentada como consequência da atuação de uma rede de apoio internacional pela Igreja Perseguida. Esse caso se insere no panorama da Lista Mundial da Perseguição 2026, que registra restrições a cristãos em vários países. A Anistia foi anunciada pelas autoridades iranianas dentro de práticas regulares de clemência.
A história de Minaei é mencionada em relatos de organizações de defesa religiosa e de missão, destacando o papel da oração e do apoio da igreja livre. O Domingo da Igreja Perseguida de 2026 reforçou a mobilização de fiéis no Brasil em favor de cristãos no Oriente Médio e Norte da África.
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