- O governo de Israel anunciou novos ataques a alvos do Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute, aumentando a escalada do conflito.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz disseram ter instruído o Exército a atacar alvos terroristas do Hezbollah.
- O ministro da Defesa prometeu estabelecer uma zona de segurança na região do rio Litani, no sul do Líbano, caso haja continuidade dos ataques.
- Centenas de famílias começaram a abandonar a periferia sul de Beirute, em meio ao pânico causado pelo confronto.
- As ações dificultam as negociações entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, com uma sessão da ONU convocada a pedido da França.
O governo de Israel afirmou ter tomado o Castelo Beaufort, no sul do Líbano, e anunciou novos ataques aos subúrbios ao sul de Beirute. A decisão ocorre mesmo após o início da ofensiva, com o objetivo declarado de atingir alvos do Hezbollah. As ações elevam a escalada do conflito.
Em comunicado conjunto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, disseram que instruíram o Exército a atacar alvos “terroristas” do Hezbollah. Eles destacaram que a operação busca desmontar a capacidade do grupo no Líbano.
O ministro da Defesa de Israel avisou que não haverá calma em Beirute se os ataques do Hezbollah continuarem. Prometeu também estabelecer uma zona de segurança na região do rio Litani, no sul libanês, para afastar supostas ameaças às forças israelenses.
A ofensiva mira a região de Dahiyeh, em Beirute, segundo as autoridades de Israel. A intenção é transformar o Litani em área controlada por segurança, livre de armas e de grupos armados, conforme o plano israelense.
A ofensiva ocorre em meio a negociações entre EUA e Irã, que enfrentam dificuldades para um acordo para terminar o conflito no Oriente Médio. O Irã reiterou que qualquer acordo dependerá de um cessar-fogo efetivo no Líbano.
Fuga em massa: após o anúncio, centenas de famílias deixaram as periferias do sul de Beirute, a pé, de moto ou em veículos, buscando saída rápida da área. Estima-se deslocamento de moradores com trajetos a caminho de outras cidades libanesas.
A ONU foi acionada: uma sessão do Conselho de Segurança, solicitada pela França, foi convocada para discutir a escalada. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que nada justifica a escalada no sul do Líbano.
Nos últimos dias, o Exército israelense intensificou ataques no sul do Líbano, com bombardeios aéreos e operações terrestres. Diversas localidades da região reportaram destruição e deslocamentos, segundo moradores e imagens de satélite.
A tomada de Beaufort, nesta semana, é considerada um ponto de inflexão estratégico nas operações. A fortaleza domina parte do sul libanês e do norte de Israel, tendo tido importância durante décadas de conflito na região.
Na semana passada, Israel já havia declarado uma zona de combate ao sul do rio Zahrani, a cerca de 40 km da fronteira. A área de Beaufort fica próxima a Nabatieh, abrindo caminho para avanços futuros.
Uma nova rodada de conversas entre Líbano e Israel, sem relações diplomáticas formais, está prevista para ocorrer em Washington, entre terça e quarta-feira, com o objetivo de discutir o cessar-fogo e condições da atuação de cada parte.
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