- Mais de 200 pessoas teriam morrido em mais de 60 ataques de bombardeios dos EUA contra embarcações perto da América do Sul, segundo o New York Times.
- Três homens foram mortos no Pacífico oriental em ataque ordenado pelo general Francis L. Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA.
- As ações são questionadas por especialistas em direito, que dizem que civis não devem ser alvejados sem ameaça imediata, e não há evidências claras de que os ataques tenham reduzido o tráfico.
- A pesca na Colômbia e no Equador vem sendo abandonada, pois lanchas de pescadores parecem com as usadas por traficantes, afetando o modo de vida de comunidades costeiras.
- Entre abril e maio houve aceleração dos bombardeios, com mais aeronaves de asa fixa e drones MQ-9 Reaper, bases em El Salvador e Porto Rico; a Colômbia criticou as ações, e o presidente Gustavo Petro suspendeu o compartilhamento de inteligência.
O jornal New York Times sustenta que ataques dos EUA contra embarcações próximas à América do Sul resultaram em mais de 200 mortes em mais de 60 ataques. As ações visam supostos traficantes de drogas na região e ocorrem com apoio de aeronaves de asa fixa e drones armados.
Segundo a reportagem, três homens foram mortos no Pacífico oriental durante um ataque ordenado pelo general Francis L. Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA. A operação envolve autoridades militares americanas e supostamente objetos flutuantes usados na atividade criminosa.
As ações ocorrem em meio a uma escassez de evidências físicas, como destroços ou drogas apreendidas, e poucos corpos terem sido recuperados. Especialistas em Direito contestam a legalidade de atacar civis sem ameaça imediata.
O impacto na comunidade local é destacado por moradores da Colômbia e do Equador, que relatam destruição de meios de subsistência e da pesca. Lanchas de pescadores podem ser confundidas com embarcações usadas por traficantes, dificultando a diferenciação.
A pesca, principal fonte de renda de muitas famílias, vem sendo abandonada. Em alguns casos, embarcações de pescadores são tomadas por traficantes para uso em atividades ilícitas, agravando a crise regional.
Há ressalvas sobre o papel da atividade naval, uma vez que a linha entre pescadores e traficantes ficou mais tênue. Em períodos de menor atividade pesqueira, alguns pescadores recorrem a trabalhos ligados ao tráfico para complementar a renda.
Gustavo Petro, presidente da Colômbia, criticou fortemente as operações, chamando-as de assassinatos. Ele suspendeu o compartilhamento de informações de inteligência com os militares dos EUA após a morte de um pescador colombiano.
De acordo com o NYT, o ritmo de bombardeios acelerou entre 11 de abril e 8 de maio. A ofensiva passou a contar com mais aeronaves de ataque e com drones MQ-9 Reaper operando a partir de bases em El Salvador e Porto Rico.
Uma fonte do jornal afirmou que, antes da escalada, uma embarcação suspeita tinha cerca de 50% de chance de escapar à detecção. Com a intensificação, esse índice caía para aproximadamente 25%.
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