- Israel ordenou evacuação da zona sul de Beirute e avisou que pode atacar alvos do Hezbollah se o grupo continuar lançando foguetes.
- A ofensiva é a incursão terrestre mais profunda de Israel no Líbano em 26 anos, ocorrendo antes de novas negociações em Washington.
- O Irã ameaçou abrir “novas frentes” caso a ofensiva prossiga e condicionou qualquer acordo a um cessar-fogo no Líbano.
- Mesmo com a trégua, centenas de famílias fugiram, ruas ficaram vazias e a União Europeia pediu que Israel interrompa a escalada.
- O preço do petróleo reagiu, com o Brent subindo e o WTI avançando; o Hezbollah afirmou ter atacado alvos militares no norte de Israel.
A escalada do conflito entre Israel e grupos no Líbano se intensificou com uma ofensiva terrestre israelense no sul do Líbano. Em Beirute, o governo israelense ordenou a evacuação da zona sul e avisou sobre ataques a posições do Hezbollah caso o grupo continue a disparar contra o território israelense. A ofensiva marca a incursão mais profunda em 26 anos.
O anúncio ocorreu pouco antes de uma nova rodada de negociações entre Israel e o Irã prevista para Washington. O governo dos EUA, sob negociação indireta, afirmou mudanças de posição em meio a relatos de cessar-fogo, enquanto o Irã advertiu sobre a possibilidade de abrir novas frentes caso a ofensiva prossiga.
O Irã criticou a escalada, afirmando que Israel violou acordos de trégua vigentes desde abril. Teerã condicionou qualquer acordo a um cessar-fogo no Líbano, alvo central da disputa desde março. França pediu reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir a crise.
Deslocamentos e clima de insegurança
Centenas de famílias deixaram Beirute sul a pé, de moto ou em carros. Moradores disseram que a declaração israelense provocou pânico, levando à fuga mesmo durante a trégua parcial. Ruas ficaram vazias e comércio fechou na região afetada.
Ministros europeus que viajavam a Beirute cancelaram visitas. A União Europeia pediu que Israel interrompa a escalada, e a ONU manifestou preocupação com a deterioração da situação. Netanyahu justificou a ofensiva citando violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah.
Reação militar e diplomática
O Hezbollah reivindicou ataques com mísseis contra alvos militares no norte de Israel e informou combate a tropas israelenses ao redor da fortaleza de Beaufort, no sul do Líbano. Na véspera, o Exército israelense afirmou ter tomado Beaufort, chamando o episódio de ponto de virada.
Dados oficiais apontam mais de 3.400 mortos no Líbano e cerca de 1 milhão de deslocados desde março. Do lado israelense, 26 mortos foram registrados, incluindo 25 soldados e um civil. A crise provocou alta nos preços do petróleo, com o Brent chegando a US$ 97,4 e o WTI a US$ 94,04.
Perspectivas e impactos regionais
O conflito e a instabilidade regional aumentaram as incertezas sobre negociações diplomáticas em Washington. Analistas destacam que a escalada dificulta qualquer acordo, elevando o risco de ruptura do cessar-fogo vigente desde abril. Navios e rotas marítimas permanecem sob escolta de tensões políticas.
Com AFP
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