- Os democratas do Senado dos EUA prometem forçar votação para bloquear os pagamentos de um fundo de US$ 1,8 bilhão, chamado de “MAGA slush fund”, criado como parte de um acordo na ação contra a Receita Federal (IRS) movida por Donald Trump.
- O fundo é considerado secreto e mal fiscalizado, sem exigência de divulgação de quem recebe quanto; há possibilidade de incluir beneficiários entre os réus indeferidos do 6 de janeiro.
- O líder democrata Chuck Schumer afirmou que o fundo é “corrupção em plena luz do dia” e que o Senado pressionará os republicanos para votar contra os pagamentos, com preservação de registros e realização de audiências.
- Um juiz federal temporariamente bloqueou a transferência de recursos do fundo após ação da Democracy Forward; a ação questiona a legalidade do mecanismo.
- Governadores e outros membros do partido republicano discutem medidas regionais contra o repasse, incluindo tributos estaduais, e há possibilidade de medidas adicionais caso os republicanos retomem certa prática orçamentária.
O líder da minoria no Senado dos EUA, Chuck Schumer, anunciou que os democratas vão forçar uma votação para impedir o uso de um fundo de US$ 1,8 bilhão criado no âmbito de um acordo numa ação movida por Donald Trump contra o IRS. A oposição afirma que o recurso é um “fundo negro” para fins políticos.
O fundo, descrito como anti-weaponization, não divulga quanto é pago nem a quem. Autoridades da administração indicam que beneficiários podem incluir pessoas absolvadas em casos ligados ao 6 de janeiro. O tema já gerou críticas entre membros do próprio partido de Trump.
Schumer chamou o montante de corrupção aberta e disse que o Senado Democrata vai exigir transparência, preservação de registros e audiências. A ideia é bloquear pagamentos enquanto houver dúvidas sobre a finalidade do fundo.
A ação decorre de uma fase do processo movido por Trump contra o IRS, após um vazamento de declarações de imposto. O tribunal não determinou medidas definitivas, mas avaliou riscos de conduta e de conflitos de interesse na gestão do fundo.
Paralelamente, o caso gerou desdobramentos políticos. O ex-vice-presidente Mike Pence considerou ofensiva a ideia de compensar radicais que atacaram o Capitólio. A oposição republicana reagiu a críticas sobre o tema.
Na Califórnia, o governador Gavin Newsom propôs tributar integralmente qualquer distribuição do fundo a contribuintes locais. Propostas semelhantes aparecem em Illinois, Nova York e Connecticut, ampliando o debate fiscal sobre o assunto.
Em meio aos contornos legais, Schumer afirmou que, se os republicanos insistirem na reconciliação, haverá emendas para encerrar o fundo. Caso tentem esconder o tema, haverá pressão para levar o assunto ao plenário.
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