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Governo do Egito legaliza 191 igrejas e edifícios afiliados

Governo do Egito legaliza 191 igrejas e edifícios religiosos, elevando o total para 3.804 desde 2016; propostas de lei sobre estatuto pessoal cristão também avançam

Governo do Egito legaliza 191 igrejas e edifícios afiliados
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  • Governo do Egito legalizou 191 igrejas e edifícios religiosos, elevando o total regularizado para 3.804 desde 2016.
  • A autorização foi aprovada em 19 de maio, após reunião de gabinete presidida pelo primeiro-ministro Mustafa Madbouli.
  • O processo de regularização foi criado em 2016 com um comitê para analisar templos erguidos sem licença.
  • Dois projetos de lei encaminhados ao Parlamento preveem um código unificado de estatuto pessoal para cristãos e questões de família, incluindo casamento, divórcio, guarda e herança.
  • Entre os pontos, estão noivados por contrato, anúncios de casamento nas igrejas, direito de visita do anfitrião, uso de meios eletrônicos na guarda compartilhada e igualdade de herança.

O governo do Egito legalizou 191 igrejas e edifícios afiliados a diferentes denominações cristãs. A decisão foi anunciada em 19 de maio, após reunião de gabinete presidida pelo primeiro-ministro Mustafa Madbouli. A medida confirma o avanço no processo de regularização de templos construídos sem licença.

Com a nova autorização, o total de igrejas e instalações religiosas regularizadas no país chega a 3.804 desde 2016. O comitê criado na época analisa e formaliza o status de templos erguidos sem autorização oficial nas últimas décadas.

O reverendo Khalaf Barakat, líder da Assembleia Geral Evangélica Batista do Egito, informou que os cristãos receberam a notícia com gratidão. Diversas igrejas batistas já foram regularizadas, com outras aguardando conclusão dos trâmites legais.

Progresso na regularização de templos

Paralelamente, o governo submeteu ao Parlamento dois projetos de lei sobre estatuto pessoal e direito de família para muçulmanos e cristãos. As propostas foram apresentadas em 4 de maio e estão em análise por uma comissão mista.

O texto cristão propõe um código unificado de estatuto pessoal para comunidades cristãs, abrangendo tradições como igrejas ortodoxas copta, siríaca, grega, armênia, além de evangélicas e católicas.

Entre os temas estão noivado, casamento, divórcio, guarda de filhos, visitas, tutela parental e herança. A proposta prevê igualdade de direitos sucessórios entre homens e mulheres.

Também consta o direito de visita do anfitrião, com períodos de convivência para filhos sem guarda, incluindo pernoites e viagens. O uso de meios eletrônicos para facilitar a comunicação entre pais está previsto.

Segundo o Christian Daily, as mudanças ocorrem no contexto da Lei de Construção de Igrejas de 2016, que ampliou a autoridade de governadores provinciais para aprovar obras religiosas, antes concentrada nos órgãos de segurança.

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