- Abelardo de la Espriella, da ultra‑direita, ficou à frente no primeiro turno da Colômbia e avançou ao segundo turno ao lado de Iván Cepeda.
- Pesquisas apontavam Cepeda com vantagem, mas o desempenho de Espriella foi visto como uma surpresa pela professora Flávia Loss.
- Loss afirmou que questionar resultados eleitorais é prejudicial à democracia e pode aumentar a violência política no país.
- Espriella chegou a sugerir acionar o Exército para defender os resultados, o que a especialista classificou como situação muito preocupante.
- A pesquisadora associa o contexto colombiano a uma tendência regional de radicalização, com desgaste de candidaturas moderadas e busca por soluções simplistas diante da insegurança.
Abelardo de la Espriella, candidato de extrema-direita, saiu na frente no primeiro turno das eleições colombianas e avançou ao segundo turno ao lado de Iván Cepeda. O resultado surpreendeu as pesquisas, que indicavam vantagem de Cepeda. A análise foi feita por Flávia Loss, professora de Relações Internacionais.
Loss afirmou, em entrevista ao CNN 360°, que a vitória de Espriella surpreendeu diante de pesquisas nacionais. Segundo a especialista, Cepeda vinha liderando o pleito, apoiado pelas conquistas do governo Petro.
A professora discutiu ainda as controvérsias sobre o resultado. Petro e Cepeda questionaram publicamente o resultado, antes de recuarem em alguns pontos, enquanto Espriella sugeriu medidas para assegurar a lisura das urnas.
Desempenho eleitoral e violência política
Loss descreveu o clima como muito preocupante, destacando histórico de dúvidas sobre as eleições. Segundo ela, dúvidas assim podem afetar a democracia e elevar a violência política no país.
A expert citou um recorte de segurança pública como desafio central. Ela apontou que o aumento da violência tem influenciado o cotidiano político, com atentados contra candidatos e mortes de pré-candidatos no passado recente.
Discurso e padrões regionais
A pesquisadora associou o crescimento de Espriella a um estilo duro contra a violência, semelhante a modelos de liderança autoritária na região, e a uma percepção de fadiga com propostas moderadas.
Loss ressaltou que há tendência regional de radicalização. Ela indicou que a direita tradicional também enfrenta desgaste, citando a performance de candidatos de partidos históricos.
Impactos e leitura mais ampla
Para a analista, a busca por soluções simples diante de problemas complexos caracteriza o momento político na América Latina. Ela destacou a importância de debates que enfrentem a complexidade dos temas nacionais.
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