- Daniel Perez, cubano-americano de 38 anos, foi indicado para ser o novo embaixador dos EUA no Brasil; a nomeação ainda precisa passar pelo Senado.
- Pérez é formado em Direito e foi deputado estadual na Flórida desde dois mil e dezessete, tornando-se presidente da Assembleia em dois mil e vinte e quatro; não tem experiência diplomática.
- A indicação foi associada ao senador Marco Rubio; ele é visto como seguidor da agenda MAGA.
- A relação entre Brasil e Estados Unidos enfrenta momentos difíceis, com a missão americana no Brasil sem titular desde janeiro do ano passado e atuação interina de Gabriel Escobar.
- O Escritório de Representação Comercial dos EUA recomendou tarifas de até vinte e cinco por cento para diversos produtos brasileiros; se aplicadas, a tarifa média pode chegar a dezoito inteiros e cinco décimos por cento, afetando cerca de vinte e cinco por cento das exportações ao país.
Em julho do ano passado, o então presidente dos EUA, Donald Trump, visitou um centro de detenção de imigrantes na Flórida e pediu a participação do deputado Daniel Perez, líder da Assembleia estadual, no evento. Perez, cubano-americano de primeira geração, foi nomeado o novo embaixador dos EUA no Brasil. A confirmação depende do Senado, onde os Republicanos dominam.
Perez tem 38 anos, formação em Direito e trajetória pública desde 2017, quando foi eleito deputado estadual da Flórida. Em 2024, chegou à presidência da Assembleia. Embora tenha sido cotado para disputar o procurador-geral do estado, aceitou o posto no Brasil.
Perfil do novo embaixador
O ex-embaixador em Washington, Rubens Barbosa, afirma que a indicação tem apoio de figuras ligadas à ala MAGA e que representa uma continuidade da visão de confronto com governos de esquerda na região. Caso aprovada, Perez assumiria a função em meio a tensões entre Brasil e EUA.
Contexto diplomático e desdobramentos
A missão americana no Brasil segue sem titular desde janeiro do ano passado, com a chefia interina de Gabriel Escobar. Enquanto isso, as relações entre os dois países enfrentam dificuldades, com sinais limitados de reaproximação institucional.
Medidas comerciais em análise
O USTR divulgou um relatório que recomenda tarifas de até 25% sobre vários produtos brasileiros. A decisão pode ser tomada de forma unilateral pelo governo americano, sem consulta ao Congresso, sob a seção 301 do Trade Act de 1974. O Brasil está entre os países avaliados.
Perspectivas e impactos econômicos
Especialistas estimam que, se aplicadas, as tarifas elevem em cerca de 6,25 pontos percentuais a tarifa média sobre as exportações brasileiras para os EUA, passando a 18,5%. Aproximadamente um quarto das vendas brasileiras ao exterior ficaria sujeita às medidas.
Outros temas diplomáticos
O próprio governo brasileiro sofreu recentes reveses em Washington, com a designação de organizações ligadas ao crime organizado como terroristas estrangeiras, posição que dificultou uma agenda comum. Autoridades dos EUA afirmam manter canal de diálogo, mesmo diante de divergências.
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