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Obra de banana avaliada em R$ 34 milhões é roubada em museu

Museu substituiu a banana furtada da obra Comedian; polícia investiga roubo sem identificação do responsável

Diferente de outras ocasiões em que visitantes comeram a fruta e o caso foi resolvido com diálogo, o autor do crime deste sábado não foi identificado, o que levou a direção da instituição cultural a prestar uma queixa-crime. - (crédito: AFP )
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  • A banana da obra Comedian, de Maurizio Cattelan, avaliada em R$ 34 milhões, foi furtada no Museu Pompidou-Metz, na França, no sábado, 30 de maio.
  • A equipe do museu substituiu rapidamente a fruta após o furto.
  • O autor do furto ainda não foi identificado; a instituição vai registrar uma queixa-crime.
  • Em casos anteriores, os autores reivindicaram publicamente a ação, permitindo diálogo; desta vez não há autoria conhecida.
  • A obra, criada em 2019, satiriza o valor que o mercado de arte atribui a objetos comuns; já houve ocorrências anteriores envolvendo a peça, como a performance de David Datuna nos Estados Unidos e um caso na Coreia do Sul em que a banana foi consumida.

O museu Pompidou-Metz, no leste da França, informou o roubo de uma banana que integra a obra Comedian, do artista Maurizio Cattelan. A peça foi furtada no sábado, 30 de maio, e a equipe do museu já substituiu a fruta por uma nova.

A obra, criada em 2019, é conhecida pela banana presa à parede com fita adesiva cinza. Em 2019, durante a feira Art Basel em Miami, o artista David Datuna comeu a banana em uma performance chamada Hungry Artist. Em 2023, um estudante sul-coreano também comeu a banana exposta no museu Leeum, em Seul.

Até o momento, o autor do furto não foi identificado. O museu informou que apresentará queixa-crime às autoridades, pois não houve autoria conhecida nem diálogo possível sobre o ato. A instituição ressaltou o desrespeito à obra de arte e indicou que, em casos anteriores, havia diálogo quando a autoria era conhecida.

Contexto

A peça Comedian visa satirizar o valor que o mercado de arte atribui a objetos comuns. O construto conceitual questiona a relação entre arte, consumidor e valor financeiro, mantendo a saída de cena com a substituição da fruta no local.

O museu manteve a comunicação com a imprensa por meio de nota à AFP, destacando a repetição de incidentes com a obra e a particularidade deste furto, sem autoria declarada. A investigação fica a cargo das autoridades francesas.

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