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Tarcísio vê a classificação do PCC e do CV como grupos terroristas positiva

Tarcísio vê a classificação de PCC e CV como terroristas estrangeiros pelos Estados Unidos como chance de cooperação internacional e rastreamento de recursos de lavagem de dinheiro

Segundo ex-governador, a expertise das polícias dos EUA podem somar força e, com o uso da tecnologia, conseguir rastrear os montantes que são enviados para fora do Brasil - (crédito: Marcelo S. Camargo / Governo do Estado de SP)
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  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, diz que a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA é positiva, pois pode criar um braço de cooperação no combate ao crime organizado.
  • Ele afirma que criminosos brasileiros atuam com lavagem de dinheiro no exterior e que os EUA já têm grupos do PCC e do CV em alguns estados, o que facilitaria a rastreabilidade de recursos.
  • Segundo Tarcísio, a parceria com as polícias americanas, aliada à tecnologia, pode ajudar a identificar montantes enviados para fora do Brasil.
  • O governo federal reagiu à decisão, defendendo soberania nacional e criticando possíveis impactos no sistema financeiro brasileiro, especialmente no Pix.
  • Em resposta a críticas de Fernando Haddad, Tarcísio o rebateu, dizendo que não há subserviência e fazendo um tom de provocação política.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse nesta segunda-feira 1º/6 que a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA cria um canal de cooperação útil para enfrentar o crime organizado. A classificação foi anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na semana anterior. O Estado afirma que cada país define sua etiqueta, e Tarcísio entende o gesto como positivo para ampliar a cooperação internacional.

Ele destacou que criminosos brasileiros atuam na lavagem de dinheiro no exterior e que grupos do PCC e do CV já operam em alguns estados norte-americanos. A expectativa é de que a mudança facilite a troca de informações e o rastreamento de recursos enviados para fora do Brasil, com apoio de tecnologia das forças de segurança dos EUA.

Reações e leitura política

O governo federal reagiu com cautela à decisão norte-americana, destacando a soberania nacional e o risco potencial para o sistema financeiro brasileiro, especialmente o Pix. A fala do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, adversário de Freitas, foi de críticas ao aliado. O governador respondeu afirmando que não há subserviência e que as declarações de Haddad não refletem a realidade.

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