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Alckmin afirma que sabotadores agem sempre que o diálogo avança sobre EUA

Alckmin acusa sabotadores de atrapalhar diálogo Brasil‑EUA; governo considera improvável a taxação de 25% e aponta impactos limitados nos setores exportadores

"Sempre que o diálogo avança, sabotadores agem para prejudicar o país, colocando seus interesses pessoais, eleitorais, acima do interesse do Brasil", disse o vice-presidente - (crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • O vice‑presidente Geraldo Alckmin disse que a recomendação dos EUA de taxar 25% produtos brasileiros é obra de “sabotadores” que prejudicam o diálogo e o país.
  • Lula citou os “meninos de Bolsonaro” ao falar de atritos que dificultam o avanço do diálogo, especialmente após a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca.
  • O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, criticou a visita de Flávio Bolsonaro e afirmou que ações assim podem contrariar policiamento cooperativo entre Brasil e EUA.
  • O Escritório de Representante de Comércio dos Estados Unidos indicou medidas após avaliação de práticas brasileiras que poderiam onerar o comércio; o Pix não deve entrar na lista, segundo o governo.
  • O governo espera que as propostas não se concretizem; Rosa detalhou que 54% das exportações aos EUA ficariam livres, 25% sob tarifa 232 e 21% expostos, com reuniões técnicas e diplomáticas ocorrendo recentemente.

O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou nesta terça-feira (2/6) a recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) de taxar em 25% uma parte das importações brasileiras, classificando a medida como resultado de sabotadores que buscam prejudicar o Brasil. Ele afirmou que o diálogo entre os dois países é constante e que ataques a esse processo refletem interesses pessoais.

Alckmin não citou nomes, mas apontou que, sempre que o diálogo avança, surgem fatores que dificultam o entendimento, com impactos potenciais sobre emprego, renda e o conjunto da sociedade. Afirmou ainda que o governo está empenhado em evitar retrocessos que prejudiquem o país durante negociações com os EUA. O comentário ocorreu durante agenda em Catalão, interior de Goiás.

O presidente Lula, presente no mesmo dia, referiu-se aos apoiadores de Bolsonaro que estariam dificultando as tratativas com os EUA. O ministro da MDIC, Marcio Elias Rosa, reforçou a crítica aos movimentos durante a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca na última semana, que, segundo ele, contrariariam ações de cooperação entre as polícias brasileira e norte-americana.

O texto do Escritório do Representante de Comércio dos EUA aponta que o Brasil teria práticas que oneram ou restringem o comércio. Entre as áreas citadas estariam setores de máquinas, equipamentos, plástico, madeira, esquadrias, papel, calçados, ferro fundido, peixes e crustáceos. O governo brasileiro contesta a projeção e avalia que o peso real de tarifas seria limitado.

Segundo a equipe do governo, mesmo com as propostas em análise, não há expectativa de implementação. Estima-se que 21% das exportações brasileiras para os EUA ficariam impactadas caso a recomendação se tornasse política. Em contrapartida, aproximadamente 54% do que o Brasil exporta para os EUA seria isento de tarifas, segundo o Ministério da Economia.

Marcio Elias Rosa destacou que o diálogo com Washington continua ativo. O ministro ressaltou que, na última visita de Lula ao ex-presidente Trump, em maio, houve uma série de reuniões formais, com pelo menos quatro encontros, o último na semana anterior. Equipes técnicas também se reuniram na sexta (29) para esclarecer pontos relevantes.

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