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Buckingham Palace teria ocultado provas contra ex-príncipe Andrew, diz vítima

BBC revela que o Palácio de Buckingham recebeu cerca de 30 mil e-mails em 2020 com provas de conduta do ex-príncipe Andrew, agora sob investigação

O ex-Príncipe Andrew em foto recente — Foto: Getty Images
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  • O Lord Chamberlain recebeu, em 2020, cerca de 30 mil e-mails com informações sobre suposta má conduta de Andrew, irmão do rei Charles III.
  • Jess Michaels, vítima do Caso Epstein, acusa o Palácio de Buckingham de proteger Andrew ao não agir sobre as provas.
  • A BBC aponta que as informações estavam disponíveis já em 2020, durante o período em que Andrew atuava como enviado comercial do Reino Unido.
  • Michaels também apoia Virginia Giuffre, dizendo que ela falava a verdade e que instituições protegem homens poderosos.
  • O Palácio de Buckingham não comentou a acusação; a defesa é de que o caso está em investigação policial, com o rei Charles afirmando apoio ao devido processo.

O Palácio de Buckingham é acusado de ter protegido o ex-príncipe Andrew ao não agir sobre um conjunto expressivo de provas sobre conduta imprópria. A denúncia parte de Jess Michaels, uma das vítimas associadas ao Caso Epstein, que afirma ter enviado informações comprometedoras à residência real.

Segundo uma apuração da BBC, já em 2020 o alto escalão da realeza tinha conhecimentos sobre a conduta de Andrew, quando ele atuava como enviado comercial do Reino Unido. O Lorde Chamberlain recebeu cerca de 30 mil e-mails com relatos confidenciais sobre o irmão do Rei Charles III.

Jess Michaels, que denunciou abusos cometidos por Epstein, também apontou que a proteção institucional causou danos a outras vítimas, inclusive à que faleceria, Virginia Giuffre. Ela disse que o silêncio em torno das acusações reforça a impunidade de figuras poderosas.

Investigação em curso e resposta oficial

Não há comentários oficiais do Palácio de Buckingham sobre as acusações, citando o andamento de investigações policiais. Andrew foi detido em fevereiro deste ano, no aniversário dele, em conexão com as suspeitas contidas nos e-mails.

O Rei Charles III comentou na época com preocupação, ressaltando que o processo legal deve seguir seu curso. Ele afirmou total apoio à cooperação com as autoridades competentes. A declaração reforçou a posição de que apenas o devido processo deve orientar os acontecimentos futuros.

A BBC reforça que o material obtido descreve um período em que Andrew ocupava posição perto de atividades comerciais do país. A investigação busca esclarecer responsabilidades dentro da Família Real e o tratamento dado às denúncias de vítimas.

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