- Canadá formalizou o pedido de renovação do USMCA (acordo de livre comércio entre EUA, México e Canadá) por mais dezesseis anos, em meio ao prazo de renegociação em julho.
- O ministro canadense de comércio, Dominic LeBlanc, disse que o acordo é “altamente benéfico” para os três países e está em diálogo em Washington com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.
- As negociações com o México avançaram, mas com o Canadá estão defasadas, especialmente em tarifas setoriais e fabricação de automóveis.
- Washington avança demandas por maior acesso de empresas americanas aos mercados canadenses, especialmente no setor lácteo; o Canadá mantém controle de cotas de produção e importação.
- Se não houver acordo até 1º de julho, o USMCA precisará ser renovado anualmente até 2036.
Canada formaliza pedido de renovação do acordo comercial norte-americano
O governo canadense enviou oficialmente a sua solicitação de renovação do USMCA, pacto de livre comércio com EUA e México. O objetivo é estender o acordo por mais 16 anos, com a data-limite de renegociação em julho próximo. A iniciativa foi anunciada em nota de renovação publicada pelo ministro canadense de Comércio, Dominic LeBlanc. A autoridade afirmou que o acordo é amplamente benéfico para as três nações.
LeBlanc está em Washington para uma reunião com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Enquanto isso, as negociações bilaterais com o Canadá estagnaram, com divergências em tarifas setoriais e na fabricação de automóveis. O governo canadense defende a retirada ou redução de tarifas setoriais sobre aço, alumínio, automóveis e madeira.
Em jogo e posições
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, já sinalizou que apoia tarifas específicas por setor, mas enfrenta pressões para abrir o mercado. Greer indicou que o Canadá pode ter de aceitar algum tipo de tarifa norte-americana. A administração dos EUA aponta irritantes comerciais com o Canadá, incluindo a retirada de despachos de bebidas alcoólicas importadas, medida de alguns estados diante de tarifas impostas.
O governo norte-americano busca maior acesso de produtores dos EUA a mercados canadenses, especialmente no setor de laticínios, que hoje é fortemente regulamentado pelo Canadá para proteger os produtores locais. Em discussões com México, Washington pediu que veículos produzidos na América do Norte tenham pelo menos 50% de conteúdo americano.
Carney afirmou a jornalistas que os veículos feitos no Canadá já atingem, aproximadamente, esse índice de conteúdo. Em discurso recente, ele disse que uma economia canadense mais forte também favorece o crescimento dos EUA. O premiê citou o slogan Canada Strong como potencial motor econômico norte-americano.
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