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Chavismo revela como cidade-joia industrial venezuelana simboliza o colapso

Cumaná, antiga joia industrial venezuelana, sofre com escassez de água, apagões e queda do ensino, pressionando empresas locais e moradores

Em Cumaná, Venezuela, em 13 de maio de 2026, pessoas se reúnem ao redor de um riacho poluído para encher recipientes com água
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  • Cumaná, outrora polo industrial da Venezuela, enfrenta escassez de água potável, cortes diários de energia e saque de bens públicos, sinalizando um colapso local dos serviços.
  • A cidade, que já foi destaque na produção de conservas e na montagem da Toyota Land Cruiser, sofreu com estatizações e queda de fornecedores, agravando a crise econômica regional.
  • Expropriações promovidas no governo de Hugo Chávez reduziram o capital privado na indústria local, levando ao fechamento ou funcionamento precário de fábricas de conservas e da linha de montagem da Toyota.
  • A crise hídrica é agravada pela falha de reservatórios e pelo racionamento, com caminhões-pipa caros e escassez de água levando famílias a buscar fontes públicas ou poços improvisados.
  • A universidade local, outrora centro importante de pesquisa marinha, foi saqueada e hoje funciona de forma reduzida, com prédios danificados e cerca de dois mil alunos remanescentes.

Cumaná, que já foi polo industrial da Venezuela, vive hoje um cenário de escassez de água, apagões frequentes e infraestrutura deteriorada. A cidade litorânea, antes marco da indústria pesqueira e de peças como o Land Cruiser da Toyota, enfrenta o colapso dos serviços públicos e queda econômica.

O que aconteceu envolve o colapso de abastecimento, falhas de eletricidade e saque de bens públicos e privados. A situação é consequência de décadas de gestão econômica centralizada, inflação alta e de políticas que afetaram o setor industrial local.

Ainda não há sinal de recuperação, e as condições de vida na cidade divergem da capital Caracas, que busca uma recuperação isolada. Na prática, Cumaná convive com interrupções no fornecimento de água, apagões diários e redução de produção em várias indústrias.

Escassez de água e presença do Estado

Um deslizamento num túnel de um reservatório interrompeu o abastecimento em fevereiro, levando a um racionamento severo. Moradores recorrem a caminhões-pipa, com preços de água a até US$ 8 por garrafa de 20 litros.

Caminhões públicos e privados disputam a distribuição, enquanto comércios fecham e escolas suspendem aulas por falta de saneamento. O governo oferece subsídio mensal de cerca de US$ 240, mas ainda não estabiliza a demanda.

Soldados com armas patrulham pontos de distribuição para evitar conflitos, e moradores buscam alternativas em pontos de coleta ou poços improvisados. A água permanece o recurso mais crítico da cidade.

Uma universidade saqueada

Antes um centro de pesquisa marinha de destaque, a Universidade do Oriente de Cumaná hoje está em ruínas. Ao longo dos últimos anos, centros de protesto e retaliações contribuíram para depredação e saques de cobre, aço e equipamentos.

Projetos de construção vêm sendo afetados pela falta de recursos e pela insegurança, com prédios danificados por incêndios e ataques de drones. O campus abriga apenas cerca de 2 mil estudantes, que estudam em estruturas improvisadas.

A crise na educação e na água aponta para um quadro maior de deterioração de serviços básicos na cidade, que mantém o título de a área mais antiga continuamente habitada por europeus na América do Sul, anterior a Caracas por décadas.

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