- China condenou trinta e um cristãos no centro de Suizhou, em Hubei: o líder Song Yude e membros de uma igreja doméstica.
- A ação ocorreu em operação de grande escala com julgamentos em grupos reduzidos e forte esquema de segurança; as sentenças teriam sido emitidas em 22 de maio.
- Song Yude recebeu a pena mais longa, quatro anos, enquanto a mais curta foi de dois anos e quatro meses; Yang Zhijin, de 77 anos, foi condenado a mais de três anos por ajudar fiéis a obter assistência jurídica.
- A organização China Aid classificou as condenações como uma das maiores perseguições coordenadas contra cristãos nos últimos anos, alegando acusações baseadas na doutrina sobre salvação e arrependimento.
- A acusação afirmou que a igreja clandestina envolvia atividades criminosas, citando ministérios de cuidado, pregação e trabalho com jovens solteiros como evidência.
China condena 31 cristãos em nova ofensiva contra igrejas domésticas
Uma liderança religiosa, identificada como Song Yude, e 30 fiéis de uma igreja doméstica foram detidos no centro da China, em uma operação de grande escala. A ação ocorreu em Suizhou, na província de Hubei, com forte aparato de segurança. Organizações de direitos humanos classificaram o fato como uma das maiores repressões coordenadas contra cristãos nos últimos anos.
Segundo a China Aid, as autoridades acusaram os detidos de usar uma organização sectária para minar a aplicação da lei. A denúncia relaciona as prisões a encontros de comunhão, treinamentos ministeriais e outras atividades da igreja, que funcionam sem registro oficial, em meio à crescente repressão do governo a esse segmento religioso.
Julgamentos foram realizados em grupos reduzidos, com um ou dois réus por audiência, em Suizhou. A sentença foi divulgada em 22 de maio. Song Yude recebeu a pena mais longa, de quatro anos de prisão, enquanto um cristão de 77 anos recebeu pouco mais de três anos por supostamente ter ajudado fiéis a obter assistência jurídica.
A acusação descreveu a igreja como parte de uma rede de comunidades cristãs clandestinas associadas a atividades criminosas. Entre as evidências citadas estavam ministérios de cuidado aos membros, equipes de pregação e um trabalho voltado a jovens solteiros da igreja, conforme relatório de direitos humanos.
A organização China Aid chamou as condenações de injustas e afirmou que os cristãos são inocentes, exercendo direitos básicos de liberdade religiosa, reunião e assistência jurídica. O presidente da China Aid, Bob Fu, reiterou que as ações representam uso do sistema legal para perseguir fiéis pacíficos.
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