- Iván Duque disse que o mundo vive uma fase de “minilateralismo” e que a América Latina precisa atrair mais investimentos privados para crescer.
- Ele fez o discurso no 14º Fórum de Lisboa, elogiando as medidas econômicas de Milei, na Argentina, e a ação dos EUA que resultou na captura de Nicolás Maduro.
- O ex-presidente colombiano afirmou que a ONU não tem conseguido resolver conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, e que o minilateralismo ganha peso em toda a região.
- Sobre a Venezuela, destacou que o país ainda precisa avançar na separação de Poderes, mesmo após a saída de Maduro, e defendeu uma transição com regularização dos poderes públicos.
- Duque pediu que a América Latina se torne um destino mais atrativo para investimentos, com o setor privado atuando com mínimo de interferência estatal.
Iván Duque, ex-presidente da Colômbia, afirmou durante o 14º Fórum de Lisboa que a América Latina precisa atrair mais investimentos privados e criar mecanismos para enfrentar o fim do multilateralismo. O discurso foi proferido na palestra principal do evento, em Lisboa, na terça-feira (2 jun 2026).
O ex-chefe de Estado, que participou acompanhado pelo decano do STF Gilmar Mendes e por André Esteves, destacou que o mundo passa por uma ruptura de conceitos que moldaram a política externa nas últimas cinco décadas. Segundo ele, o multilateralismo tradicional já não funciona como antes.
Duque mencionou a ausência da ONU na solução de conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, e apontou o minilateralismo como tendência de peso. Ele destacou a necessidade de adaptar políticas e estimular parcerias com o setor privado para ampliar o crescimento da região.
Na análise do ex-presidente, a América Latina enfrenta um momento de maior interdependência comercial com a China e de bipolaridade econômica global. Ele ressaltou que a região detém reservas relevantes de petróleo e gás, citando a Venezuela, além de ser considerada grande exportadora de alimentos.
Para fortalecer a atração de investimentos, Duque defendeu menor interferência estatal na economia e maior abertura ao setor privado. Segundo ele, países que cresceram investem fortemente em economia de mercado e investimento privado.
Entre os exemplos citados, o argentino Milei foi relacionado a políticas fiscais que visam combater a inflação, com promessas de ajustes que podem exigir sacrifícios sociais. Duque disse apoiar medidas de governança econômica, desde que contribuam para a estabilidade macroeconômica.
Sobre a atuação dos EUA na Venezuela, o ex-presidente colombiano confirmou apoio à ofensiva norte-americana para retirar Maduro do poder. Ele ressaltou que, apesar disso, a Venezuela ainda enfrenta desafios, incluindo temas de separação entre poderes e persistência de influências autoritárias.
No mesmo encontro, destacou-se o tema central do Fórum: Nova ordem internacional, tecnologia e soberania. O evento ocorre de 1º a 3 de junho na Universidade de Lisboa e reúne autoridades e especialistas de várias áreas.
Entre as palestras previstas, destacaram-se nomes de peso na área econômica e tecnológica, como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante.
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