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Governo Lula não planeja rebater novas tarifas dos EUA

Governo Lula não rebate ponto a ponto as tarifas dos Estados Unidos, avalia motivação política e aposta em negociação até quinze de julho

Governo Lula avalia que a medida tem motivação política
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  • Os Estados Unidos anunciaram, em 1º de junho de 2026, a possibilidade de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, após investigação iniciada em 2025.
  • O governo de Lula vê a medida como motivação política e prepara uma resposta no mesmo tom, sem rebater ponto a ponto as acusações.
  • A posição brasileira é de que as críticas já foram respondidas em carta anterior a Washington e repetir os argumentos poderia dar mais relevância ao tema.
  • O prazo para avanços nas negociações vai até 15 de julho de 2026, com um grupo de trabalho bilateral para conduzir as discussões.
  • Nesta terça, Lula cumpre agenda em Goiás, enquanto ministérios promovem reuniões de emergência para definir a resposta, com participação de ministros e assessores da vice-presidência.

O governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial contra o Brasil em 2025 e propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão foi anunciada na noite do dia 1º de junho de 2026.

O Planalto considera que a medida tem motivação política. A Presidência prepara uma nota para responder ao anúncio, entendendo que o novo embate pode influenciar o debate público a favor do governo.

Lula, que cumpre agenda em Goiás nesta terça-feira, coordena ações de crise com equipes de ministérios para definir a resposta. O objetivo é manter o diálogo, sem reagir ponto a ponto às acusações, segundo assessores.

Estratégia de negociação

Marcio Elias Rosa deve se encontrar com o vice-presidente Geraldo Alckmin pela manhã na Vice-Presidência. Também integram as discussões Maurício Lyrio, Sidônio Palmeira e Bruno Moretti, em reuniões de emergência desde cedo.

O representante dos EUA, Jamieson Greer, afirmou a expectativa de manter o diálogo com o Brasil até o prazo de 15 de julho de 2026. O Brasil atua por meio do grupo de trabalho bilateral criado em maio para mover as negociações.

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