- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou ter “provas comprovadas de possível fraude” nas eleições de domingo e disse que não reconhece dados da apuração preliminar.
- Petro alegou modificações no cadastro eleitoral e no número de seções, que teriam impactado a contagem de votos, e disse que entregará as provas às autoridades competentes.
- Na divulgação dos resultados preliminares, Petro questionou a contagem do Registro Nacional, que mostrava Abelardo De La Espriella com 43,74% dos votos e Cepeda com 40,90%.
- A Organização dos Estados Americanos, por meio da Missão Eleitoral chefiada por Leonel Fernández, afirmou que o pleito foi cívico, pacífico e participativo, sem irregularidades.
- A União Europeia também informou que o processo eleitoral foi transparente e confiável, com observadores destacando regularidade do processamento dos votos, ainda que haja riscos de violência em algumas áreas.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a falar nesta terça-feira sobre suposta fraude nas eleições de fim de semana. Ele afirma ter provas de possível irregularidade e não reconhece dados da apuração preliminar, segundo publicado por ele na rede social X. O pleito ocorreu no último domingo e definiu Abelardo De La Espriella como líder em votos, com Cepeda em segundo.
Petro sustenta que houve alterações no cadastro eleitoral e no número de seções, o que, na visão dele, impactou a contagem. Ele diz que apresentará as provas às autoridades competentes, ressaltando seu compromisso com o povo e com o país. O presidente não reconhece os números divulgados pela apuração inicial.
A acusação contrasta com o que oficiais e observadores informaram sobre o pleito. A Missão Eleitoral da OEA, com 96 observadores, descreveu o dia da votação como cívico, pacífico e participativo, e afirmou que a contagem ocorreu conforme os procedimentos. A UE também avaliou o processo como transparente.
Observadores da UE ressaltaram que houve atuação de grupos armados em algumas regiões, mas não detectaram fraude no processing dos resultados. Estiveram em campo 143 observadores de 24 países, cobrindo 591 seções, com o segundo turno programado. O relatório final ficará pronto em dois meses.
Mudança de tema
A autoridade da OEA enfatizou a robustez das instituições colombianas e a confiança no processo democrático. Segundo Leonel Fernández, líder da missão, não houve objeções relevantes aos procedimentos eleitorais. A UE reiterou que o país segue para o segundo turno com base em um processo confiável.
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