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Polícia secreta deporta e bane pastor torturado do Quirguistão

Polícia secreta deportou e proibiu a entrada no Quirguistão do pastor Pavel Shreider, após meses de agravamento de saúde em custódia

O Rev. Pavel Shreider no início do julgamento no Tribunal Distrital de Birinchi May (Pervomaisky), Bishkek, Quirguistão, em 17 de abril de 2025. | Vera Shreider-Forum 18
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  • A polícia secreta do Quirguistão deportou o pastor Pavel Shreider, de 66 anos, em nove de abril, e proibiu que ele retorne ao país.
  • A medida ocorreu após meses de grave deterioração da saúde dele enquanto estava sob custódia do estado, com denúncias de tortura durante interrogatórios.
  • Shreider é natural do Quirguistão e tinha passaporte russo; a esposa dele, Nelya, saiu junto com ele.
  • Em 25 de março, o Supremo Tribunal de Bishkek comutou o restante da pena de três anos para uma multa, e ele foi liberado, pagando a quantia de forma relutante; a deportação ocorreu depois, sem exigência de pagamento.
  • Organizações de direitos humanos e relatores da ONU condenaram os abusos, citando tortura e maus-tratos contra Shreider e outros membros da igreja Adventista mencionada.

O pastor Pavel Shreider, de 66 anos, foi deportado do Quirguistão pela polícia secreta, após meses de grave deterioração de saúde enquanto estava sob custódia do estado. A ação ocorreu no dia 9 de abril, conforme apuração do Fórum 18. O país proibiu sua entrada e o removou da fronteira terrestre.

Segundo apuração, Shreider era membro da Igreja Adventista da Reforma Verdadeira e Livre. A esposa dele, Nelya, acompanhou o retorno ao país de origem, já que o pastor nasceu no Quirguistão e possuía passaporte russo. Testemunhas disseram que não houve documentação formal de deportação ou marcação no passaporte.

O Fórum 18 afirmou que o CSN, órgão de segurança do Quirguistão, se recusou a comentar a deportação em 26 de maio. Shreider havia sido detido em novembro de 2024, quando a polícia invadiu a residência dele e de outros membros da igreja em Bishkek. As autoridades prisionais o libertaram em março, após comutação da pena.

A comutação reduziu a pena de três anos para uma multa equivalente a três meses de salário. Na sequência, o pastor recebeu ordem de liberação e pagamento da multa, porém houve atraso para a devida transferência. A família relatou que houve demora na transferência para uma unidade médica de segurança máxima, em setembro.

Relatos da família indicam que Shreider desenvolveu encefalopatia, com diagnóstico de lesão cerebral traumática. Em setembro, a família pediu tratamento médico adequado. A transferência para a unidade médica só ocorreu cerca de duas semanas depois da solicitação.

Do lado institucional, a defesa do pastor alega que as acusações contra ele seriam fabricadas, apontando start de perseguição. Além disso, há relatos de violência durante interrogatórios, embora as autoridades tenham negado abusos. Tais relatos ganharam repercussão internacional.

A ONU também acompanhou o caso, com cinco relatores especiais questionando prisões, detenções e suposta tortura que atingiram Shreider e outros membros da igreja. Houve menção a agressões físicas, uso de armas de choque e tentativas de forçar confissões.

A notícia de deportação reforça críticas aos abusos de direitos humanos no país e à atuação de órgãos de segurança. Mesmo com a busca por asilo em outra nação, Shreider mantém desejo de retornar ao Quirguistão, onde nasceu, caso haja condições seguras para permanecer.

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