- Romeu Zema (Novo) culpou o governo Lula pela ameaça de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, após investigação norte-americana.
- A declaração foi dada em coletiva na Megaleite, em Belo Horizonte, na terça-feira, 2 de junho.
- O ex-governador afirmou que a situação evidencia falhas na condução da política externa brasileira e criticou a proximidade com regimes autoritários.
- Zema defendeu aproximação diplomática e comercial com países ocidentais, ressaltando as raízes europeias do Brasil.
- O relatório norte-americano, divulgado em 1º de junho, propõe tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse nesta terça-feira (2/6) que a ameaça de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros revela falhas na política externa do governo Lula. A declaração ocorreu durante coletiva na Megaleite, em Belo Horizonte.
Zema afirmou que a condução das relações internacionais mostra “inoperância” e “incompetência” do governo Lula. Segundo ele, o Brasil tem se aproximado de regimes não democráticos, o que, na avaliação dele, atrapalha a posição do país no Ocidente.
O ex-governador também defendeu uma reaproximação diplomática com países ocidentais. Em seu discurso, defendeu que o Brasil é parte do Ocidente e tem raízes na Europa, argumentando que o país estaria virando as costas a aliados tradicionais.
Contexto da investigação americana
Na segunda-feira (1º/6), o governo dos EUA concluiu uma investigação iniciada em julho do ano passado sobre práticas brasileiras. O relatório aponta que tais práticas seriam “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”.
A análise norte-americana, realizada sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, propõe tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos brasileiros. As medidas ainda dependem de deliberação em semanas seguintes.
Entre os pontos questionados estão políticas de comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Entre na conversa da comunidade