- Novo fluxo de emissão: o pedido é processado no consulado, a impressão do passaporte é feita pela Casa da Moeda no Brasil e enviado de volta aos EUA para envio ao requerente.
- Documentos originais ficam retidos durante o processamento, o que deixa quem depende do passaporte como identificação principal sem o documento por semanas ou meses.
- Demanda nos Estados Unidos atingiu patamares históricos em 2025, com mais de 100 mil passaportes emitidos; o Itamaraty diz que não há norma de 60 dias e que o tempo varia conforme o volume de trabalho.
- Atrasos afetam rotinas como abertura de conta, aluguel, atendimento médico e regularização migratória; há relatos de custos extras e viagens emergenciais para resolver a situação.
- Em casos de urgência, é possível pedir atendimento prioritário; há a Autorização de Retorno ao Brasil (ARB) para regressar sem maiores prejuízos; organizações envolvidas acompanham as situações.
O que aconteceu: o Itamaraty mudou o processo de emissão de passaportes para brasileiros no exterior. A impressão física passou a ocorrer pela Casa da Moeda no Brasil, com o envelope processado pelo consulado nos EUA, enviado ao Rio de Janeiro, Brasília e de volta ao destinatário. A mudança coincide com alta de demanda e atrasos.
Quem está envolvido: brasileiros residentes nos Estados Unidos, o Itamaraty, a Casa da Moeda e consulados-gerais nos EUA. Passageiros recorrem a consulados estaduais, a serviços de urgência e a redes de apoio para tentar regularizar a situação.
Quando e onde: mudanças começaram em 23 de abril deste ano, conforme divulgação da Casa da Moeda, com efeitos sentidos em consulados dos EUA. A reportagem ouviu relatos de Houston, Boston, Nova York, Nova Orleans e outros posto consulares.
Por que aconteceu: a Casa da Moeda afirma buscar modernização e padronização da produção de passaportes emitidos fora do Brasil. O Itamaraty aponta fatores estruturais, como crescimento da comunidade brasileira nos EUA, hoje superior a 2 milhões, e políticas de controle migratório no país, como causas da alta demanda.
Quais são os impactos: brasileiros relatam atraso na entrega, mudanças de prazos, retenção de documentos originais enviados pelo correio, e suspensão temporária do serviço de validação em Boston. Em alguns casos, o passaporte fica retido durante o processamento, deixando o cidadão sem documento de identificação.
Mudança no processo e demanda histórica
A Casa da Moeda iniciou a personalização dos passaportes comuns solicitados no exterior. O fluxo envolve pedir pelo consulado, imprimir no Brasil, remeter a Brasília, retornar ao posto consular e, então, enviar ao cidadão pelos correios. O Itamaraty afirma que não há norma de 60 dias para entrega, mas legais prazos variam com o volume de trabalho.
Segundo relatos, a estimativa de entrega figura em níveis diferentes por consulado, com Boston apontando prazos de até 50 dias após o recebimento do envelope. Em muitos casos, a demora afeta serviços básicos que dependem do passaporte como identificação.
Impacto prático para famílias e viajantes
Brasileiros citam dificuldades para abrir contas, alugar imóveis, matricular filhos ou acessar atendimentos médicos sem documentação válida. Atrasos também elevam o risco de overstays em casos de vistos próximos do vencimento. A unidade familiar relata custos adicionais com deslocamentos e logística para visitas presenciais.
Logística, mão de obra e atendimento
Funcionários consulares destacam que o novo fluxo exige mais etapas e maior coordenação entre postos, Casa da Moeda, Brasília e o destinatário. Relatos apontam aumento significativo no volume de solicitações diárias, com aumento de pedidos para passaportes, registros e documentos de familiares envolvidos em situações de imigração.
Documentos originais e orientações oficiais
Documentos originais enviados por correio ficam retidos durante o processamento. O Itamaraty afirma que, se houver necessidade de manter originais, o cidadão pode enviar cópias autenticadas. Consulados recomendam envio de envelope de retorno com rastreamo para facilitar a devolução.
Acesso a serviços de urgência
O Itamaraty afirma que casos de urgência médica ou risco migratório podem receber atendimento emergencial mediante comunicação prévia ao consulado. Em situações de retorno imediato, a ARB, documento gratuito de uso único, pode ser utilizado para regressar ao Brasil. ONG locais relatam atuação de pontes entre consulado e comunidades para emergências.
Apesar das tentativas de esclarecimento, autoridades e órgãos envolvidos não forneceram respostas finais sobre prazos uniformes ou soluções rápidas. A comunidade brasileira nos EUA permanece monitorando a evolução do processo e buscando formas de mitigar os impactos no cotidiano.
Entre na conversa da comunidade