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Câmara dos EUA aprova resolução que pode forçar fim da guerra no Irã

Câmara dos EUA aprova resolução para forçar Trump a encerrar a guerra no Irã; medida avança, mas pode enfrentar veto e batalha jurídica

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na semana passada. (Foto: SAMUEL CORUM/EFE/EPA/POOL)
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  • A Câmara dos EUA aprovou resolução para pressionar o presidente Donald Trump a retirar tropas do Irã, em votação de 215 a 208.
  • O apoio veio de todos os democratas e de quatro republicanos: Thomas Massie, Tom Barrett, Warren Davidson e Brian Fitzpatrick.
  • A medida, baseada na Lei de Poderes de Guerra de 1973, pede a retirada dos militares a menos que o Congresso declare guerra ou autorize o uso da força.
  • Mesmo aprovada, a resolução não obriga a saída imediatamente; o texto segue para o Senado, e pode enfrentar veto presidencial e questionamentos legais.
  • No Senado já havia avançado resolução semelhante; o caminho final depende de votações futuras e da possibilidade de derrubar eventual veto com maioria de dois terços.

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (3) uma resolução para pressionar o presidente Donald Trump a retirar as forças americanas do Irã e obter autorização do Congresso para a continuidade da guerra. A votação terminou em 215 votos a favor e 208 contra, com apoio de todos os democratas e de quatro republicanos.

A medida representa uma derrota política para Trump na Câmara, que é controlada pelos republicanos, e reflete o aumento da resistência ao conflito com o Irã no Legislativo. As negociações entre a Casa Branca e Teerã estão, no momento, congeladas.

A resolução é baseada na Lei de Poderes de Guerra de 1973 e busca limitar a permanência de tropas em conflitos prolongados sem aval do Legislativo. O texto determina a retirada dos militares, a menos que haja declaração formal de guerra ou autorização de uso de força pelo Congresso.

Quatro republicanos votaram com os democratas a favor da proposta: Thomas Massie (Kentucky), Tom Barrett (Michigan), Warren Davidson (Ohio) e Brian Fitzpatrick (Pensilvânia). Todos são opositores internos a Trump dentro da legenda.

Apesar da aprovação, a resolução não obriga o presidente a encerrar a guerra. O texto segue para o Senado e pode enfrentar veto presidencial, caso chegue ao plenário. A Casa Branca classifica a tentativa de limitar a condução da guerra como inconstitucional, segundo o *New York Times*.

O que implica

A medida reforça a atuação do Congresso no tema de guerras prolongadas, segundo os defensores. O objetivo é obrigar Trump a buscar autorização formal para a atuação militar em território iraniano, segundo a leitura da Lei de Poderes de Guerra.

Críticos da iniciativa argumentam que o instrumento não tem efeito imediato e pode enfrentar barreiras jurídicas, além de potencial veto. A dinâmica reflete a divisão entre Legislativo e Executivo sobre como conduzir a relação com o Irã.

Próximos passos

No Senado, uma resolução equivalente já havia avançado no mês anterior com apoio de republicanos e democratas, mas ainda depende de votação final. Mesmo com aprovação nas duas Casas, pode haver veto presidencial.

Caso o Congresso rejeite o veto, seria necessária a maioria de dois terços em ambas as Casas para sustentar a decisão. Entretanto, os apoiadores não estimam obter esse quórum, dadas as correlações políticas atuais.

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