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Casal progressista dos EUA é negado entrada no Reino Unido; falará na Oxford Union

Apesar da proibição de entrada pelo Home Office, Cenk Uygur e Hasan Piker farão a palestra pela internet; Oxford Union mantém o debate online

Cenk Uygur has been accused of propagating antisemitic tropes in his criticism of Israel.
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  • Dois comentadores políticos dos EUA de linha esquerda, Cenk Uygur e Hasan Piker, tiveram entrada no Reino Unido negada.
  • O Home Office disse que a presença deles no país não seria “conduciva ao bem público”, cancelando a vinda a Londres para o SXSW London.
  • Mesmo assim, eles vão falar com a Oxford Union por livestream.
  • A Oxford Union pretendia realizar o debate em 6 de junho, mantendo o evento e cobrindo o tema com os membros.
  • Críticas à decisão foram feitas por defensores da liberdade de expressão que pedem transparência sobre os motivos.

Cenk Uygur e Hasan Piker, dois comentaristas políticos de esquerda dos EUA, foram proibidos de entrar no Reino Unido. A decisão foi tomada pelo Home Office, que avaliou que a presença deles no país não seria con­sistente com o bem público. Os dois tentavam viajar para Londres para participar do SXSW London nesta semana.

Os convidados seriam também palestrantes da Oxford Union, a histórica sociedade de debates da Universidade de Oxford, marcando uma discussão prevista para sábado. A instituição informou que a remoção da autorização de viagem foi a razão para que não haja participação presencial.

O Home Office não detalhou os fundamentos específicos da proibição. Uygur, apresentador do podcast The Young Turks, já foi alvo de críticas por supostamente propagar estereótipos antissemitas em críticas a Israel, embora afirme que analisa a influência israelense na política externa dos EUA. Piker enfrenta controvérsias por comentários anteriores, inclusive uma expressão considerada inadequada, pela qual pediu desculpas.

Piker, que se descreve como crítico ferrenho de políticas israelenses, reiterou que não é antissemita, mas anti-Israel, ao tratar de temas na transmissão de seu canal. Em entrevistas anteriores, ele também comentou posições sobre o Hamas, o que gerou debates e repercussões entre setores da esquerda americana.

Além da participação no SXSW London, o pair estava previsto para apresentar-se ao vivo neste fim de semana na Oxford Union. A diretora da organização afirmou que a instituição mantém o compromisso com o debate aberto, destacando que a liberdade de expressão não depende de vistos.

A assessoria do SXSW London confirmou que, diante da decisão estatal, os dois não poderão integrar a programação. A organização ressaltou que decisões de entrada cabem ao governo e que o evento busca oferecer um leque diverso de vozes, com centenas de participantes.

Reações de defensores da liberdade de expressão foram registradas publicamente. Instituições de direitos civis pediram transparência sobre os critérios para a concessão de autorizações de viagem, enfatizando a defesa de um debate livre mesmo em posições distintas.

Impacto para o debate

O episódio evidencia o peso de decisões administrativas sobre agendas culturais e acadêmicas. A Oxford Union afirmou que o objetivo é manter o diálogo, independentemente de visões políticas, e que continuará promovendo o encontro de ideias. A situação segue sem novas informações oficiais sobre medidas futuras.

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