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China nega acusações de trabalho forçado em resposta à sobretaxa dos EUA

China nega trabalho forçado e rejeita tarifas unilaterais dos EUA após proposta de sobretaxas a sessenta economias, incluindo a China

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Mao Ning durante entrevista coletiva em Pequim
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  • Os Estados Unidos propuseram tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias, incluindo a China, por suposta falha em impedir o uso de trabalho forçado na produção.
  • A China negou as acusações de trabalho forçado e afirmou não existir esse prática no país, dizendo que é usada como desculpa para manipulação política.
  • O governo americano afirmou que parceiros comerciais não proíbem adequadamente a importação de bens produzidos com trabalho forçado e, por isso, avalia medidas adicionais.
  • O USTR propõe tarifas de 10% para economias que proibirem e aplicarem a proibição de importação de tal produção e 12,5% para as demais, incluindo Brasil, Argentina, China, Japão, Reino Unido e Rússia.
  • Jamieson Greer, Representante de Comércio dos Estados Unidos, afirmou que é inaceitável a falha dos parceiros e que todos devem agir para evitar que o comércio incentive o trabalho forçado.

A China afirmou nesta quarta-feira que se opõe a tarifas unilaterais e rejeita as alegações de trabalho forçado. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, disse em coletiva que não existe trabalho forçado na China e que a acusação serve de manobra política.

Os Estados Unidos propuseram tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias, incluindo a China. A medida visa punir países que não contêm o uso de trabalho forçado na produção de bens, segundo o governo americano.

Segundo o governo dos EUA, as tarifas atingiriam produtos importados de países que não impedem o trabalho forçado. O objetivo é manter condições competitivas justas para trabalhadores americanos.

Para economias que já proibem a importação de bens com trabalho forçado ou adotaram regimes parciais, as tarifas propostas são de 10%. Entre elas estão Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia.

Para as demais economias, a alíquota é de 12,5%, incluindo Brasil, Argentina, China, Japão, Reino Unido e Rússia, entre outros.

A agência USTR reforçou que a falha de parceiros comerciais em impedir o trabalho forçado é inaceitável e que medidas adicionais devem ser adotadas para evitar competição desigual. Ação envolve resposta diplomática e possíveis ajustes comerciais.

As informações a respeito das propostas foram veiculadas pela Reuters, com base em comunicado do USTR. A Casa Branca não divulgou novos detalhes adicionais neste momento.

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