- Estados Unidos anunciou tarifas de dez a doze vírgula cinco por cento sobre dezenas de países, por preocupações com trabalho forçado nos produtos importados.
- a medida é a segunda anunciada pela administração do presidente Donald Trump desde a decisão da Suprema Corte de revogar parte de tarifas anteriores, em fevereiro.
- os trinta e seis parceiros comerciais listados — incluindo Reino Unido, União Europeia, Canadá e Japão — respondem por quase todos os bens vendidos aos EUA.
- o governo americano afirma que importar mercadorias feitas com trabalho forçado é injusto para a economia dos EUA; críticos dizem que as tarifas elevam preços.
- após abrir uma investigação em março, o Departamento de Comércio informou que todos os sessenta países falharam em proibir a importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado ou em fazer cumprir tais proibições.
O governo dos Estados Unidos anunciou tarifas adicionais sobre importações de 10% a 12,5% sobre 60 parceiros comerciais, sob a alegação de insuficiência no combate ao trabalho forçado. A medida é dirigida a países que não proibiram a importação de bens produzidos com trabalho forçado ou não aplicaram leis efetivas contra esse tipo de prática.
A listagem inclui o Reino Unido, a União Europeia, o Canadá e o Japão, entre outros, representando quase todo o volume de mercadorias vendidas aos EUA. A decisão ocorre em meio a uma investigação iniciada em março, que apura 99,4% das importações brasileiras. A administração afirma que o problema causa desequilíbrio competitivo para trabalhadores norte-americanos.
Prisões legais e contexto: o Departamento de Comércio disse que todos os 60 países falharam em impor proibições legais e em assegurar a aplicação dessas leis. Críticos avaliam que as novas tarifas elevam preços internos em território americano e em outros mercados. A administração sustenta que manter relações comerciais com mercados que utilizam bens produzidos com trabalho forçado é injusto aos EUA.
A justificativa oficial relaciona-se à busca por condições de livre concorrência, evitando que empresas americanas enfrentem concorrência desleal. Não houve anúncio de novas tarifas desde fevereiro, quando o Supremo Tribunal derrubou parte das tarifas consideradas ilegais. A medida vigente pode ter consequências sobre cadeias globais de suprimentos.
Entre na conversa da comunidade