- Exército dos EUA atingiu um barco acusado de tráfico de drogas no Pacífico leste, matando dois homens.
- O ataque eleva para pelo menos dois centos e sete o número de mortos desde o início da campanha contra supostos traficantes.
- O Comando Sul dos EUA informou que o alvo era traficantes a partir de rotas conhecidas, mas não apresentou evidências de que o barco transportava drogas.
- Críticos questionam a legalidade e a eficácia dos ataques, observando que grande parte do fentanil chega aos EUA por terra, vindo do México.
- O tema tem gerado escrutínio entre congressistas democratas e estudiosos do direito militar, com avaliações sobre a legalidade de sustentar ataques repetidos contra embarcações.
O Exército dos EUA informou que uma embarcação suspeita de tráfico de drogas foi atacada no Pacífico Leste na quarta-feira, resultando na morte de dois homens. A operação ocorreu em vias marítimas conhecidas de contrabando, segundo o Comando Sul dos EUA. A vítima soma-se a pelo menos 207 pessoas mortas em ataques similares desde o início da campanha contra o que a administração chama de narcoterroristas.
O episódio não forneceu evidências públicas de que a embarcação transportava drogas. Um vídeo divulgado pela rede social X mostra a embarcação em alta velocidade antes de pegar fogo, sem detalhes sobre o destino ou a carga.
Críticos questionam a legalidade e a eficácia dessas ações, especialmente porque parte das overdoses fatais associadas ao fentanol é oriunda de contrabando terrestre. A oposição aponta lacunas em provas de que as ações reduzem o tráfico ou salvam vidas.
Contexto e debates sobre legalidade
A gestão Trump descreve o enfrentamento aos cartéis como necessário para interromper o fluxo de drogas para os EUA, mas não apresentou evidências sólidas para sustentar as acusações. A operação gerou escrutínio entre parlamentares e especialistas em direito militar, que contestam as estratégias e possíveis abusos.
A reputação do protocolo de combate levou o Pentágono a anunciar, em maio, que vai revisar se houve adesão a um modelo de alvos de seis fases. A avaliação foca nos procedimentos, não nos aspectos legais dos ataques.
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