- Reza Pahlavi, de 65 anos, teve de se dissociar do Savak após apoiadores exaltarem o órgão como símbolo de restauração da monarquia.
- O Savak, treinado pelos Estados Unidos e Israel, era visto como instrumento de repressão que sustentou o regime do shah. Banners e camisetas com o emblema foram vistos em comícios.
- Pahlavi havia ficado em silêncio, e pediu, em um vídeo com tom ambíguo, que o tema fosse tratado com cautela, afirmando que é uma questão controversa.
- Críticos dizem que as demonstrações em apoio ao Savak minam a imagem liberal do movimento e apontam sinais de intolerância e autoritarismo entre alguns seguidores.
- O contexto inclui protestos de janeiro no Irã, tensões com os Estados Unidos e Israel, e especulações sobre substitutos para o regime islâmico, que, segundo algumas fontes, não se concretizaram.
O filho do Xá deposto, Reza Pahlavi, foi obrigado a se distanciar da Savak, antiga polícia secreta que apoiou o regime, após apoiadores próximos exaltarem o símbolo durante manifestações. O episódio ocorre em meio a pressões sobre a pauta de uma possível restauração monárquica.
Pahlavi, hoje com 65 anos e radicado em Washington, não tem residido no Irã há 48 anos. Ele se apresenta como liderança para uma transição democrática, diante da República Islâmica que enfrenta dilemas desde fevereiro, com ataques no âmbito regional e negociações mediadas pelo Paquistão.
A crítica a Savak ganhou força após imagens de comícios mostrarem estandartes e camisetas com o emblema do órgão, traço que alguns descrevem como fascista. A controvérsia atingiu a credibilidade de Pahlavi entre antigos apoiadores.
Contexto e reações
Um apoio histórico, que já foi aliado do herdeiro, afirmou que a imagem da Savak contradiz os princípios de direitos humanos que Pahlavi já declarara defender. A tensão aumenta com relatos de mudanças de posicionamento entre assessores e seguidores.
Especialistas destacam que tais manifestações fragilizam a imagem de uma liderança que busca atrair eleitores que ocupam um espaço político diverso. Um jornalista iraniano radicado nos EUA afirmou que a Savak simbolizava tortura e censura, não democracia.
Críticos ressaltam ainda que episódios de intolerância e retórica extremista aparecem no entorno da campanha, o que complica a construção de uma plataforma democrática ampla. Relatos de confrontos com jornalistas também foram registrados em redes sociais.
Panorama político e próximos passos
Pahlavi já participou de eventos internacionais, incluindo uma conferência nos Estados Unidos, e foi visto como tentativa de aproximação com a base Maga. Céticos apontam que isso pode limitar seu apelo entre moderados.
Fontes próximas mencionam que a agenda de Pahlavi enfrenta desafios para consolidar apoio dentro e fora do Irã. Comentários de analistas indicam que a receptividade ao seu projeto depende de como ele gerencia críticas de apoiadores radicais.
A pauta mediada pelo ex-xá segue sob escrutínio internacional, com autoridades e especialistas destacando a necessidade de uma transição que respeite direitos humanos e liberdade de imprensa.
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