Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Internacional vê tarifa de Trump como alternativa após decisão da Suprema Corte

EUA propõem tarifas retaliatórias de 25% contra o Brasil, vista como ferramenta mais duradoura após decisão da Suprema Corte, com reações de Lula e impactos comerciais

A proposta do governo Trump de adotar tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros repercutiu na imprensa internacional
0:00
Carregando...
0:00
  • Governo dos EUA propõe tarifas retaliatórias de 25% sobre produtos brasileiros após conclusão de investigação que aponta práticas no Brasil em áreas como Pix, etanol, combate à corrupção, propriedade intelectual e desmatamento.
  • The Guardian destaca que as tarifas seriam mesmo com superávit comercial americano com o Brasil, que teve exportações para os EUA em US$ 54,4 bilhões no ano anterior, (+ 11%), enquanto as brasileiras recuaram para US$ 39,9 bilhões.
  • New York Times aponta que a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 pode sustentar tarifas futuras, com exceções para itens como carne bovina, café, metais de terras raras, aeronaves e algumas frutas e vegetais.
  • Al Jazeera informa que China e Vietnã também estão sob investigação, e que as mudanças ocorrem mesmo após a visita do presidente Lula a Washington, em contexto de tensões nas relações.
  • Clarín destaca críticas de Lula a Flávio Bolsonaro e a Eduardo Bolsonaro, e analistas avaliam impacto das tarifas como limitado, por envolver muitos produtos com isenções.

A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros ganhou repercussão na imprensa internacional. A medida surge após uma avaliação de práticas brasileiras consideradas irrazoadas e que teriam impacto negativo no comércio com os EUA.

Segundo documentos divulgados, autoridades americanas apontam questões em áreas diversas, como o sistema de pagamentos Pix, a comercialização de etanol, o combate à corrupção, a proteção da propriedade intelectual e o desmatamento na Amazônia, entre outros itens, como fatores que oneram ou restringem o comércio com Washington.

O Guardian enfatizou que as tarifas ocorrem mesmo com um superávit comercial americano em relação ao Brasil, destacando que a China tem sido o principal parceiro comercial brasileiro nos últimos anos. Ainda conforme o jornal, as exportações dos EUA para o Brasil subiram perto de 11%, enquanto as brasileiras para os EUA caíram cerca de 6%, gerando um saldo positivo de mais de 14 bilhões de dólares para os EUA.

A publicação britânica também apontou que o setor de serviços apresenta desequilíbrios favoráveis aos EUA, com projeções de exportação de serviços para 2024 de cerca de 29,6 bilhões de dólares, significativamente superiores às exportações brasileiras de serviços.

No contexto jurídico, a imprensa destacou a decisão da Suprema Corte dos EUA, que limitou a atuação do governo ao impor tarifas sob uma lei anterior, enquanto a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 resiste a contestações e pode sustentar futuras tarifas. A leitura é que essa norma oferece um mecanismo mais estável para a adoção de tarifas retaliatórias.

O New York Times apontou que a Seção 301 exige investigações específicas para cada país, além de consultas e audiências antes da entrada em vigor de novos impostos de importação. Também mencionou que as tarifas propostas podem excluir determinados produtos, como carne bovina, café, metais de terras raras, equipamentos aeronáuticos e algumas frutas e vegetais.

Outras audiências internacionais ressaltaram que países como China e Vietnã também estão sob investigação no contexto dessa estratégia. A cobertura observa ainda que tais medidas ocorrem em meio a uma visita recente do presidente brasileiro a Washington, em um momento de tensões nas relações bilaterais.

Entre os destaques da cobertura regional, a imprensa argentina ressaltou críticas de Lula a membros da família Bolsonaro, situando o tema no debate político interno. Analistas comerciais, por sua vez, tendem a reduzir o impacto imediato das tarifas, por enxergarem isenções para vários produtos e ajustes que podem mitigar efeitos sobre o comércio bilateral.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais