- Em Washington, embaixadores de Israel e do Líbano participaram de nova rodada de negociações diretas para encerrar a ofensiva no sul do Líbano, com o Secretário de Estado Marco Rubio otimista sobre um acordo imediato, se não fosse a influência do Hezbollah.
- Relatos de conversas entre Donald Trump e o premiê Benjamin Netanyahu indicam que Trump acusa Israel de atrapalhar um acordo entre EUA e Irã, o que dificulta o fim do conflito.
- Rubio declarou que o Hezbollah é o principal obstáculo para a paz e que, sem o Irã, esse grupo não existiria, ressaltando a percepção de que Israel é o elo que torna complexo o desfecho.
- Trump afirma ter recebido garantia de Netanyahu de poupar Beirute, com o Hezbollah prometendo cessar ataques e Israel concordando em reduzir ações, segundo publicação na Truth Social.
- Analistas dizem que a agenda própria de Netanyahu pressiona os EUA e que o Irã parece ganhar tempo, o que poderia comprometer as estratégias americanas na região.
O Departamento de Estado dos EUA recebeu em Washington os embaixadores de Israel e do Líbano para uma rodada de negociações diretas sobre a ofensiva israelense no sul do Líbano. O objetivo é encerrar o confronto iniciado há quase três meses. O secretário de Estado apontou a possibilidade de um cessar-fogo, desde que haja acordo entre as partes.
A tensão entre Washington, Tel Aviv e Teerã se intensifica após a troca de mensagens entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Fontes da Casa Branca relatam discordâncias sobre o papel de Israel na busca por um acordo envolvendo o Irã.
Segundo analistas, o papel de Israel na região é visto por Washington como parte de uma estratégia ampla. Os especialistas destacam que as decisões de Netanyahu têm impactos diretos sobre os interesses dos EUA no Oriente Médio e, neste momento, influenciam a condução das negociações com o Irã.
Trump indicou ter recebido garantias de Netanyahu para evitar ataques a Beirute, enquanto o Hezbollah prometeu cessar ações militares. O pleito político nos EUA, com eleições legislativas próximas, também é apontado como fator que molda a posição de Washington.
Analistas como Gunther Rudzit, da ESPM, afirmam que a agenda de Netanyahu pode ter impactos além do Líbano e condiciona as opções dos EUA. A avaliação é de que o Irã parece negociar com maior margem de manobra, ao passo que Washington busca um desfecho rápido por razões econômicas e estratégicas.
Especialistas também destacam que, na prática, o Irã mantém influência relevante na região por meio de alianças e controle regional, o que complica acordos. A análise aponta que essa dinâmica favorece Teerã em termos de tempo político e de escolha de estratégias.
Comentário de especialistas sobre a relação entre EUA e Israel indica que esse elo, embora historicamente próximo, pode configurar entrave para a atuação dos EUA na região. A avaliação comum é de que a influência de Netanyahu sobre o timing das ações israelenses preocupa Washington.
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