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OMS aponta que surto de Ebola no Congo pode ter começado em janeiro

Surto de ebola no Congo pode ter começado em janeiro; já soma 344 casos e 60 mortes, e o rastreamento de contatos está abaixo da meta

Imagem do vírus do ebola
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  • A OMS afirma que o surto de ebola na República Democrática do Congo pode ter começado em janeiro, antes da identificação oficial.
  • A cepa Bundibugyo já provocou 344 casos confirmados e 60 mortes no Congo; em Uganda foram 15 casos e uma morte.
  • O rastreamento de contatos está em 45%, abaixo da meta de mais de 90%, o que dificulta o controle.
  • Centros de tratamento foram implantados na província de Ituri; conflitos e deslocamentos afetam a vigilância.
  • Não há vacina nem tratamento específico para essa cepa, mas seis pacientes se recuperaram no Congo e dois em Uganda.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou em Genebra que o surto de ebola na República Democrática do Congo pode ter começado já em janeiro, meses antes da identificação oficial. A declaração foi feita nesta quarta-feira (3 jun 2026).

A cepa Bundibugyo já soma 344 casos confirmados e 60 mortes no Congo. Em Uganda, país vizinho, foram registrados 15 casos e uma morte. A OMS destaca que o rastreamento de contatos está abaixo da meta de vigilância.

Centros de tratamento já foram instalados na província de Ituri, a mais atingida. Contudo, o rastreamento de contatos enfrenta dificuldades por conflitos armados e deslocamentos na região.

A OMS aponta que apenas 45% das pessoas que tiveram contato com infectados estão sob monitoramento. A meta é elevar essa taxa para acima de 90%. O atraso complica a contenção do surto.

Tedros pediu que países com restrições de viagem à RDC, como os EUA, reavaliem as medidas para não interromper cadeias de suprimentos nem atrapalhar a resposta sanitária.

A organização trabalha para ampliar o diagnóstico laboratorial nas áreas mais afetadas e nas províncias vizinhas, fortalecendo a vigilância epidemiológica na região.

O primeiro caso registrado no surto atual foi uma enfermeira que procurou atendimento em 24 de abril. A OMS considera que a circulação do vírus pode ter começado meses antes.

Apesar da ausência de vacina ou tratamento específico para Bundibugyo, a OMS destaca que alguns pacientes se recuperaram: seis no Congo e dois em Uganda, com acesso rápido a cuidados.

Durante visita à RD Congo, Tedros comentou sobre desconfiança da população em relação à doença e ao combate à epidemia, que pode desviar recursos de serviços de saúde essenciais.

Situação atual e desafios

Embora haja resposta internacional, as autoridades ressaltam que a velocidade de disseminação ainda é um desafio. A coordenação entre serviços de saúde é citada como crucial para reduzir impactos.

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