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Reino Unido autoriza sites a barrar uso de conteúdo em IA nas buscas do Google

CMA decide que editores podem impedir IA do Google de usar conteúdos para resumir buscas, fortalecendo negociações por direitos de autor e receitas

Executiva do Google apresenta funcionalidades de IA das buscas do Google durante evento da empresa na Califórnia
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  • A CMA (Autoridade de Concorrência do Reino Unido) disse que editores podem impedir que seus conteúdos alimentem a busca do Google com IA.
  • A decisão é apresentada como instrumento para colocar a imprensa em posição mais forte para negociar acordos de conteúdo com o Google.
  • A CMA aponta que resumos gerados por IA em buscas reduzem a audiência e as receitas publicitárias de veículos de notícias.
  • O Google anunciou que está testando ferramenta que permite aos editores decidir se seu site pode aparecer nas respostas de IA; sites que optarem por sair não recebem tráfego nem impressões.
  • A CMA informou que o Google detém cerca de noventa por cento das buscas no país e que mais de duzentas mil empresas britânicas anunciam na plataforma.

O regulador britânico CMA informou nesta quarta-feira que donos de sites, incluindo veículos de imprensa, podem impedir que seus conteúdos alimentem a busca com IA do Google. A medida visa reforçar direitos autorais em pesquisas com IA.

Segundo a CMA, a decisão coloca editores em posição mais favorável para negociar acordos de conteúdo com o Google. A entidade ressalta que, pela primeira vez, há ferramentas para restringir o uso de materiais em respostas geradas pela IA.

A prática atual usa conteúdos de notícias para produzir resumos e respostas no topo das páginas de resultados, o que tem causado preocupações entre veículos de comunicação sobre audiência e receitas publicitárias.

O Google utiliza dois formatos de IA na busca: AI Overviews, com resumos gerados pela IA, e o Modo IA, que funciona como chat dentro do buscador. Nem todos os países têm o acesso ao Modo IA.

Em resposta, a Google informou que começa a testar uma ferramenta para que editores decidam se desejam que seus sites apareçam nas respostas de IA. Sites que optarem por sair não receberão tráfego.

A CMA já havia designado o Google como empresa com status estratégico no mercado britânico de busca, em outubro, em virtude de sua posição dominante. A decisão implica regras mais rigorosas para a empresa no Reino Unido.

Dados da CMA apontam que 90% das buscas digitais no país são feitas pelo Google e mais de 200 mil empresas britânicas anunciam na plataforma. A autoridade enfatiza o equilíbrio entre inovação e remuneração de conteúdos.

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