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Sanções dos EUA aceleram saída de empresas estrangeiras de Cuba

Sanções dos EUA aceleram saída de empresas estrangeiras de Cuba, com banco estrangeiro encerrando relações e interrompendo pagamentos com Visa e Mastercard

Presidente cubano respondeu à ameaça: ‘vamos defender cada palmo do nosso território’. Crédito: US Network Pool/AP
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  • O Banco Central de Cuba informou que as operações de pagamento com cartões Visa e Mastercard ficarão suspensas a partir de sábado, 6, após um banco estrangeiro encerrar relações com a Fincimex, braço financeiro do Gaesa.
  • A medida é associada à ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reforçou sanções a Cuba, sob a justificativa de pressionar o regime cubano.
  • O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) estabeleceu como prazo final, para 5 de junho, que empresas estrangeiras com negócios ligados ao Gaesa ajustem suas operações ou enfrentem sanções.
  • Empresas estrangeiras já anunciaram saída de Cuba: a rede hoteleira Meliá encerrará operações em 15 hotéis administrados em parceria com o Gaesa; Iberostar já havia deixado 12 hotéis, e a Blue Diamond também anunciou fim de operações.
  • As sanções podem dificultar acesso ao sistema financeiro internacional, restringir bancos que trabalhem com as empresas ligadas ao Gaesa e levar ao congelamento de ativos.

Os bancos e empresas estrangeiras seguem recuando de Cuba após novas sanções dos EUA. Nesta semana, um banco estrangeiro encerrou relação com a Fincimex, braço financeiro do Gaesa, levando à suspensão de pagamentos com Visa e Mastercard no país a partir de sábado.

O Banco Central de Cuba informou que as operações de pagamento com Visa e Mastercard ficarão suspensas a partir de 6 de junho, após a retirada do processador de transações. A medida é ligada a uma ordem executiva dos EUA contra Cuba, anunciada por Donald Trump.

Trump reforçou o bloqueio desde janeiro, com decreto de 1º de maio que amplia sanções, incluindo o objetivo de pressionar o Gaesa, grupo vinculado às Forças Armadas cubanas que domina setores-chave da economia.

O Gaesa passa a ser alvo direto das sanções, apontadas como ferramenta para impedir a obtenção de divisas e combater o que Washington classifica como tentativas de contornar o embargo de 1962.

Impacto no setor financeiro e no turismo

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) estabeleceu o prazo até 5 de junho para que empresas estrangeiras com negócios ligados ao Gaesa ajustem operações ou enfrentem sanções, incluindo restrições financeiras e congelamento de ativos.

A rede hoteleira Meliá informou o fechamento imediato de 15 hotéis em Cuba administrados em parceria com o Gaesa. A empresa citou o contexto geopolítico e econômico para encerrar a gestão e a comercialização desses imóveis.

Outras redes espanholas também já haviam anunciado retração: Iberostar reduziu a administração de 12 hotéis associados ao Gaesa, mantendo operações com unidades não vinculadas ao grupo. Blue Diamond, do Canadá, encerrou suas operações na ilha, enquanto Archipelago International avalia limitar ou abandonar a presença.

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