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Trump ameaça tarifas a 60 países por trabalho forçado

Trump ameaça tarifas de até 12,5% sobre sessenta países, incluindo Reino Unido e Canadá, por alegado trabalho forçado, em meio a decisões judiciais anteriores

A container ship at the Port of Los Angeles in May as fresh tariff disruption looms.
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  • Trump ameaça tarifas entre dez por cento e doze vírgula cinco por cento sobre sessenta países, incluindo Reino Unido, União Europeia e Austrália, sob a acusação de trabalho forçado.
  • Países-alvo citados incluem Canadá, Japão, Noruega, Taiwan e China, visando importar bens produzidos com trabalho coercitivo.
  • A União Europeia rebateu, dizendo esperar que os termos do acordo de tarifas de julho sejam respeitados e classificando as sanções como injustificadas.
  • As novas tarifas buscam contornar decisões judiciais anteriores que consideraram ilegais medidas semelhantes, segundo o governo americano.
  • A proposta não entra em vigor de imediato; está sujeita a audiência pública e revisão, com ameaça de tarifas de vinte e cinco por cento sobre o Brasil.

Donald Trump voltou a usar a tariff policy para pressionar parceiros comerciais. A proposta prevê tarifas entre 10% e 12,5% sobre 60 países, incluindo Reino Unido, União Europeia e Austrália, sob o argumento de violações relacionadas a trabalho forçado. A medida seria parte de um esforço para contornar decisões judiciais anteriores.

A iniciativa surge após o Supremo ter considerado ilegais as tarifas anteriores do presidente, conhecidas como “liberação day”. Embora as tarifas tenham ficado em vigor durante o processo de apelação, o tribunal de comércio já havia apontado ilegalidade. A nova proposta busca avançar em meio a esses contornos legais.

Resposta de parceiros e composição da lista

A lista inclui Canadá, Japão, Noruega, Taiwan e China, entre outros. Se implementadas, as tarifas podem violar acordos existentes. O governo americano argumenta que a prática de importação de bens produzidos com trabalho forçado compromete a competitividade dos trabalhadores dos EUA.

Reação da União Europeia e do Canadá

A União Europeia disse entender as preocupações sobre trabalho forçado, mas classificou as tarifas como injustificadas. O bloco reafirmou estar comprometido com o acordo de julho, que já previa tarificação de 15% para a maior parte das mercadorias. O Canadá não comentou de forma detalhada no momento.

Contexto legal e próximos passos

As tarifas estariam condicionadas a avaliações públicas e a revisão regulatória. A proposta aproveita investigações que, segundo o governo americano, apontam falhas em diversas jurisdições para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado. O objetivo é pressionar mudanças nas leis de parceiros.

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