- Os EUA anunciaram uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, em lista que inclui 53 nações com falhas no combate ao trabalho forçado, segundo o USTR.
- A carne bovina brasileira foi poupada da cobrança, mantendo livre entrada nos EUA caso as tarifas sejam adotadas.
- A decisão busca manter o fornecimento estável de carne, já que o Brasil é um dos maiores exportadores do mundo e importante vendedor para a economia norte‑americana.
- O relatório aponta indícios de trabalho forçado na pecuária brasileira e afirma que isso teria contribuído para o aumento das exportações brasileiras para mercados investigados entre 2015 e 2025.
- O governo brasileiro foi considerado inadequado em bloquear bens produzidos com trabalho forçado; o USTR vê impactos negativos no comércio entre Brasil e EUA e cita a China como fator de preocupação.
Os Estados Unidos anunciaram uma possível sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado. O relatório do USTR inclui o Brasil entre 54 países identificados como ineficientes nessa área.
Apesar das acusações, a carne bovina brasileira não ficou sujeita à nova cobrança. Mesmo com indícios de trabalho forçado na pecuária, as exportações de carne bovina seguem isentas caso as tarifas entrem em vigor.
A decisão busca preservar o abastecimento nos EUA, já que o Brasil é um dos maiores exportadores de carne do mundo. A inflação de produtos importados também é citada como motivo para manter a carne brasileira livre das tarifas.
Suspeitas sobre a pecuária
O relatório aponta indícios de trabalho forçado na produção de gado no Brasil, sugerindo que essa prática ajudou a elevar as exportações de carne para países-alvo entre 2015 e 2025. O documento afirma que há uso de mão de obra irregular na cadeia produtiva.
Reação brasileira e implicações comerciais
O governo brasileiro foi informado de que suas políticas não atendem plenamente às exigências dos EUA, segundo o USTR. O relatório sustenta que acordos de livre comércio não proíbem a venda interna de itens produzidos com trabalho forçado.
A estratégia norte-americana envolve mecanismos da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, com o objetivo de ampliar a competitividade de produtos dos EUA no mercado global. O estudo indica que o Brasil pode enfrentar impactos em suas relações comerciais com os EUA caso as medidas avancem.
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