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Grupos de direitos pedem libertação de ativistas ambientais presos no Camboja

ONGs pedem libertação imediata de cinco ativistas ambientais, alegando prisão injusta e condenação repetidamente adiada

Phuon Keorasmey, 23, a prominent figure in Mother Nature Cambodia, is arrested on July 2, 2024. Image courtesy of LICADHO.
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  • Setecentos dias após a prisão, 73 organizações de direitos humanos pedem a liberação incondicional de ativistas do Mother Nature Cambodia.
  • Em julgamento que durou pouco mais de um mês, dez ativistas foram condenados em 2 de julho de 2024 a seis a oito anos de prisão por suposta conspiração contra o governo; cinco não compareceram ao julgamento e foram condenados à revelia.
  • A audiência de apelação de todos os dez condenados estava prevista para 2 de junho, mas foi adiada indefinidamente pela Corte de Apelação de Phnom Penh.
  • O pedido de fiança das cinco ativistas ainda presos já foi negado pela Suprema Corte em 2025 e 2026, com nova data de apelação adiada.
  • O grupo de signatários pediu ação imediata ao primeiro-ministro Hun Manet, destacando condições de prisão precárias e distanciamento das famílias, e citando a próxima cúpula da Francofonia como oportunidade de pressão internacional.

Após 700 dias de prisão, 10 ativistas da organização ambiental Mother Nature Cambodia (MNC) foram condenados em julho de 2024, em Phnom Penh. Agora, 73 organizações da sociedade civil, nacionais e internacionais, pedem a entrega imediata da liberdade unconditional aos acusados.

Em julgamento com duração de pouco mais de um mês, cinco ativistas compareceram aos depoimentos e receberam penas entre seis e oito anos de prisão. Entre eles estavam Long Kuntha, Ly Chandaravuth, Phuon Keoraksmey e Thun Ratha, cada um com seis anos, além de Yim Leanghy, que recebeu oito anos por conspiração e insulto ao rei. Os demais foram julgados à revelia.

A defesa recorreu na tentativa de reverter as sentenças durante a audiência de apelação, marcada inicialmente para 2 de junho de 2026, mas foi adiada indefinidamente pela Corte de Apelação de Phnom Penh. A demora aponta para um uso continuado de recursos legais como estratégia.

Em carta aberta endereçada ao Primeiro-Ministro Hun Manet, 73 signatários, incluindo organizações como Cambodian Center for Human Rights, LICADHO e a Amnesty International, reivindicam a libertação dos ativistas. O grupo argumenta que as prisões ocorrem em condições precárias, com os réus separados e distantes de familiares, prejudicando o acesso a defesa.

A carta também condiciona a libertação à pressão internacional, citando a cúpula da Francofonia, que ocorre em Phnom Penh de 14 a 16 de novembro, como momento de demonstrar compromisso com o combate ao aquecimento global e à proteção ambiental. Segundo especialistas, governos costumam usar apelos públicos para influenciar casos politicamente sensíveis.

No contexto, ativistas do MNC enfrentam repressão contínua no país, com registros de investigações, ameaças e prisões relacionadas a denúncias de desmatamento, extração de areia e privatização de recursos naturais. Diversos membros já tiveram de deixar o país para buscar proteção.

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