- Governo dos Estados Unidos anuncia acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano, informado em Washington; data de início será determinada pelos EUA, com Donald Trump como garantidor direto.
- O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o cessar-fogo é a “última chance” de se alcançar uma trégua abrangente e disse que o país comunicará sua posição assim que houver respostas das partes envolvidas, especialmente do Hezbollah.
- O Irã exige que Israel retorne às posições ocupadas antes da guerra no Líbano, conforme afirmou Esmail Qaani, comandante da Força Quds, e citou apoio à resistência.
- O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, alertou contra divisões internas e pediu unidade nacional diante de ameaças externas.
- A imprensa libanesa relata ataques de Israel ao sul do Líbano após o anúncio do cessar-fogo, com drones atingindo estradas de três locais e vítimas não especificadas.
O governo dos Estados Unidos sinalizou um acordo entre Israel e Líbano para um cessar-fogo, anunciado em Washington após negociações com Israel. O entendimento envolve uma trégua condicionada e prazos para a retirada de forças, com o presidente Donald Trump atuando como garantidor direto da implementação. O acordo surge em meio a pressões de Teerã para avançar um pacto de paz com os EUA.
O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que a implementação do cessar-fogo é a última chance de se chegar a um acordo abrangente. O Líbano informou aos EUA a posição a ser adotada após consulta às partes internas, especialmente o Hezbollah, e aguarda respostas para definir a data de início.
Segundo fontes, o acordo depende da retirada de Israel para as posições anteriores ao início do conflito com o Irã. O comando iraniano ressaltou que os libaneses devem observar o desenrolar da resistência, afirmando que apoiar a resistência é dever de muçulmanos.
Contexto regional
O Irã pediu que Israel retorne às posições pré-guerra, segundo o comandante da Força Quds, Esmail Qaani, conforme a imprensa estatal. A declaração reforça as condições que cercam o possível acordo de paz entre Teerã e Washington.
Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, alertou para riscos de divisão interna diante de suposta derrota de inimigos. Em cerimônia pelo aniversário de Khomeini, ele pediu unidade nacional e advertiu que desânimo favorece adversários.
Repercussões e desdobramentos
Na origem, o Iraque decretou luto oficial de três dias pela morte do Aiatolá Mohammad Ishaq Al-Fayadh, anunciando luto nacional por perdas recentes na região. No Líbano, a imprensa estatal relatou ataques de Israel ao sul do país, após o anúncio do cessar-fogo.
O Exército de Israel também informou alertas de aeronaves hostis durante a madrugada do dia do anúncio. Em paralelo, o Kuwait suspendeu voos do aeroporto internacional after ataques com drones e mísseis iranianos, com feridos confirmados pela imprensa.
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