- O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o acordo para implementação do cessar-fogo divulgado em Washington é a “última chance” para uma trégua abrangente.
- O Hezbollah ainda não se manifestou sobre a proposta e não participou das negociações nem respondeu ao governo libanês.
- O cessar-fogo está condicionado à cessação completa dos disparos do Hezbollah e à retirada de seus operativos do Setor Sul de Litani.
- O acordo, confirmado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, foi alcançado após negociações entre autoridades de Israel e Líbano em Washington, mediadas pelos EUA.
- O texto prevê zonas piloto em que o Exército libanês assumiria o controle exclusivo, com proibição de atuação de atores não estatais na área.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o acordo anunciado em Washington sobre a implementação de um cessar-fogo é a “última chance” para uma trégua ampla. O anúncio ocorreu após negociações entre Libano e Israel mediadas pelos EUA.
Aoun disse que os resultados da quarta rodada de negociações, e a declaração subsequente, trazem pontos relevantes a favor do Líbano e definem o objetivo de um cessar-fogo definitivo. Os EUA são apontados como garantidores do acordo.
Até o momento, o Hezbollah não respondeu publicamente à proposta nem participou das negociações, que aconteceram em Washington. A verificação de detalhes envolve promessas de controle de zonas piloto pelas forças libanesas.
O cessar-fogo permanece estável, desde que haja cooperação do Hezbollah. O grupo não se pronunciou sobre a renovação do acordo ou sobre o que ocorrerá caso haja violação dos termos.
O Setor Sul do Líbano, fronteira com Israel, continua sob observação das tropas israelenses, que ocupam a área desde o retorno do Hezbollah aos combates. A retirada de operativos do Hezbollah é uma condição central mencionada no comunicado.
O acordo foi confirmado pelo Departamento de Estado dos EUA e nasceu de reuniões entre autoridades de Israel e do Líbano na capital americana. O objetivo é estabelecer zonas piloto com controle exclusivo das forças libanesas.
Em abril, um cessar-fogo mediado pelos EUA entrou em vigor, mas ataques de retaliação e tensões continuaram. Netanyahu tem aumentado a pressão sobre o Hezbollah, mesmo com as negociações em curso.
Washington continua a articular a mediação para ampliar a trégua, buscando incluir o Irã e evitar uma escalada maior na região. O desfecho depende, ainda, da posição do Hezbollah e de seus próximos passos.
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