- Zelenskyy publicou uma carta aberta ao presidente da Rússia, propondo um encontro direto para encerrar a guerra contra a Ucrânia.
- O texto aponta que, apesar da resiliência ucraniana, a maioria dos russos está cansada do conflito e deseja a paz.
- A carta estima perdas da Rússia em maio em mais de 30 mil soldados mortos e feridos, destacando uma alta proporção de mortos (63%) e afirmando que a situação não se sustenta.
- Propõe um cessar-fogo completo para as negociações, com participação da Europa e dos Estados Unidos como garantidores, além de uma troca total de prisioneiros como prólogo.
- Afirma que, se Putin não aceitar encerrar a guerra, a Ucrânia continuará lutando; a carta ressalta a necessidade de soluções transparentes, dignas e com garantias de não recomeço.
Volodymyr Zelenskiy publicou uma carta aberta dirigida a Vladimir Putin, pedindo uma reunião cara a cara para encerrar o conflito entre Ucrânia e Rússia. O texto foi divulgado no site do governo ucraniano e enviado a várias nações, incluindo os Estados Unidos, segundo a Presidência.
O presidente da Ucrânia afirma que, apesar da resiliência do povo, a população russa está cansada dos efeitos da guerra e pretende buscar a paz. A correspondência descreve o deslocamento da agenda entre Rússia e Ucrânia ao longo de 26 anos no poder de Putin e aponta perdas militares significativas para ambos os lados.
Zelenskiy aponta o custo humano do conflito e critica a continuidade das ações militares, destacando quedas de produtos, restrições econômicas e uma mobilização em potencial. O texto sustenta que a guerra não tem uma causa clara e que a pacificação é preferível para as duas nações.
Conteúdo da carta
A mensagem sustenta que a luta tem impactado negativamente a Rússia, segundo o relato, com insatisfação popular decorrente de escassez de combustível, altas de preços e restrições diárias. A Ucrânia registra perdas significativas no front, com números citados de maio, e afirma possuir evidências de tais perdas.
O documento enfatiza que a Ucrânia reconhece o sofrimento de seus próprios cidadãos e a necessidade de traçar um futuro sem guerra. O texto sustenta que muitos russos também desejam o fim do conflito e que a escalada para novas frentes poderia agravar a situação.
Proposta de negociação
Zelenskiy propõe o encerramento da guerra por meio de negociação direta entre as partes, com datas definidas e participação de terceiros confiáveis para garantias de segurança. O chanceler afirma que a diplomacia deve iniciar na linha de frente e envolve Europa, Estados Unidos e outros países como garantidores.
A carta sugere um cessar-fogo completo temporário para permitir as negociações, com monitoramento internacional. Também propõe um intercâmbio total de prisioneiros e a responsabilização de civis e crianças afetados pelo conflito como parte de uma trégua inicial.
Cenário regional e expectativas
O texto lembra acordos anteriores entre Rússia e Ucrânia, incluindo os Minsk, e a necessidade de respostas diretas a questões ainda em aberto. O autor afirma que o conflito isolou as duas nações, destacando a importância de um entendimento que permita a convivência pacífica e garantias duradouras.
Zelenskiy aponta como possível a participação de outros mediadores, como países da região e potências globais, para estruturar uma nova arquitetura de segurança. A carta conclui com o chamado direto para que Putin aceite o diálogo para encerrar o conflito.
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