- Zelensky pediu, em carta publicada no X em 4 jun 2026, um encontro com Vladimir Putin em país neutro (ex.: Suíça ou Turquia) para negociar o fim da guerra.
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- Propõe cessar-fogo total durante as negociações, com a troca de prisioneiros no formato “todos por todos” e a devolução de civis e crianças, com participação da Europa e dos Estados Unidos.
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- O líder ucraniano cita custos da guerra, mostrando que o exército russo teve mais de 30 mil mortos e feridos somente em maio, sendo 63% entre os mortos.
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- Zelensky afirma que Moscou estaria dependente da China e recorre à Coreia do Norte para manter a guerra, afirmando que a Rússia pode buscar prolongar o conflito até 2027 ou 2028.
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- A carta enfatiza que a Ucrânia quer encerrar o conflito com garantias de segurança para si e sugere participação de nações garantidoras na negociação, destacando o papel da Europa e dos Estados Unidos.
Volodymyr Zelenskiy, presidente da Ucrânia, publicou nesta quinta-feira 4 de junho de 2026 uma carta aberta em seu perfil no X dirigida a Vladimir Putin. O texto propõe um encontro entre os dois em país neutro, com participação de Europa e Estados Unidos, para discutir o fim do conflito. O objetivo é estabelecer um cessar-fogo durante as negociações, com troca de prisioneiros e devolução de civis.
A carta descreve o custo humano e militar da guerra, citando dados ucranianos de que o Exército russo registrou mais de 30 mil baixas, entre mortos e feridos, apenas em maio. Segundo Zelenskiy, 63% dessas perdas seriam de militares mortos. O texto também aponta insatisfação na Rússia com questões econômicas e mobilizações.
Zelenskiy sustenta que a guerra é uma escolha pessoal de Putin, e afirma que Moscou está dependente da China e recorreu à Coreia do Norte. O presidente ucraniano destaca que a Rússia busca alongar o conflito para 2027 ou 2028 e que Belarus pode ser arrastada nesse cenário, segundo informações de inteligência citadas na carta.
Proposta de encontro entre Rússia e Ucrânia
Na mensagem, Zelenskiy sugere um encontro em um país neutro, como Suíça, Turquia ou nações árabes, com a participação de países ocidentais. A carta propõe um cessar-fogo total durante as negociações, uma negociação de paz “todos por todos” e a garantia de que civis, inclusive crianças, sejam devolvidos.
O texto também convoca a Europa e os Estados Unidos a participarem do processo, enfatizando a necessidade de garantias de segurança para a Ucrânia e para a própria Rússia. Zelenskiy afirma que acordos anteriores entre Rússia e Ucrânia não alcançaram resultados, destacando a importância de tratar diretamente as questões centrais.
O documento encerra com a afirmação de que, se Putin não concordar em encerrar a guerra, a Ucrânia continuará lutando por sua sobrevivência, e que a comunidade internacional poderá intensificar apoio à Ucrânia enquanto mantém sanções contra Moscou. A carta relata ainda que a defesa ucraniana recebeu apoio internacional e que a fadiga na Rússia tende a crescer com a continuidade do conflito.
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