- Câmara dos Deputados dos EUA aprovou auxílio à Ucrânia: US$ 8 bilhões em empréstimos e US$ 1,8 bilhão em assistência militar e de segurança, em votação de 226 a 195.
- Votação contou com 18 republicanos que romperam com a liderança, juntando-se aos democratas.
- Projeto também impõe sanções a empresas e autoridades ligadas à Rússia e pune quem tentar contornar as sanções.
- Agora, o texto segue para o Senado, onde já houve resistência de apoiadores de Trump a medidas contra Moscou.
- Liderado por Gregory Meeks, o projeto foi apresentado em abril de 2025 e recorreu a uma petição de desobstrução para avançar no plenário.
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira um pacote de ajuda à Ucrânia, incluindo empréstimos de até US$ 8 bilhões e US$ 1,8 bilhão em assistência militar e de segurança. O apoio também impõe novas sanções a entidades ligadas à Rússia e endurece medidas contra quem tentar contornar as sanções. O resultado foi 226 votos a favor e 195 contra, com 18 republicanos rompendo com a liderança do partido.
O projeto, liderado pelo democrata Gregory Meeks, de Nova York, foi apresentado em abril de 2025, mas ficou paralisado após a recusa dos líderes republicanos em analisá-lo na comissão e a oposição do presidente Donald Trump. A votação de hoje marcou a segunda vez em uma semana que republicanos votaram contra o governo em questões de política externa, após apoio a uma resolução sobre poderes de guerra relacionada ao Irã.
O texto prevê empréstimos de US$ 8 bilhões à Ucrânia e US$ 1,8 bilhão para assistência militar e de segurança. Além disso, prevê sanções adicionais a empresas e autoridades associadas à Rússia e punirá entidades que tentem contornar as sanções para favorecer Moscou. O projeto segue para o Senado, onde já houve resistência a novas sanções, com perspectiva de veto presidencial.
A votação ganhou apoio bipartidário, segundo os defensores, que afirmam enviar uma mensagem ao presidente e à Ucrânia de que há apoio no Congresso para sustentar a ajuda ao país. A oposição à medida entre alguns republicanos citou preocupações sobre impactos na negociação de paz e na autonomia do presidente para conduzir questões de política externa.
Entre os parlamentares que se manifestaram a favor, Don Bacon, de Nebraska, e Brian Fitzpatrick, da Pensilvânia, já haviam aderido à iniciativa, rompendo com o partido. Kevin Kiley, da Califórnia, assinou a petição que permitiu contornar a liderança para levar o projeto ao plenário, com apoio de democratas e de alguns republicanos.
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