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China lidera execuções por pena de morte em 2025, segundo Anistia Internacional

China lidera execuções em 2025, segundo a Anistia Internacional, com 2.707 mortes; crescimento global de 78% sobre 2024

Policiais chineses mostram um grupo de condenados à morte por diversos crimes
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  • A China foi o país com mais execuções por pena de morte em 2025, segundo a Anistia Internacional.
  • A organização afirma que milhares foram executadas e que a pena é usada para enviar mensagens políticas sobre segurança pública e ordem social.
  • Ao menos 17 países realizaram execuções em 2025, com a China à frente; os métodos incluem injeção letal, enforcamento, decapitação, fuzilamento e asfixia por nitrogênio; os Estados Unidos tiveram 47 execuções, em sétimo lugar.
  • A Anistia não aponta um número exato de mortes atribuíveis à China desde 2009 e não contabiliza dados de Coreia do Norte, Iraque ou Vietnã, por falta de informações oficiais; a estimativa é de que milhares de pessoas ainda sejam sentenciadas à morte anualmente no país.
  • O relatório também aponta que 2.334 novas sentenças de morte foram registradas globalmente em 2025, 12% a mais que em 2024, com o Irã contribuindo para o aumento.

A China foi o país que mais executou por pena de morte em 2025, conforme a Anistia Internacional. O relatório aponta que milhares de pessoas foram passíveis de execução no regime chinês, considerado como forma de sinal político do governo. O documento também mostra aumento global de execuções desde 1981, com 2.707 casos registrados em 2025, um salto de 78% ante 2024.

Segundo a Anistia Internacional, ao menos 17 países executaram pessoas em 2025. Entre os métodos usados aparecem injeção letal, enforcamento, decapitação, fuzil e asfixia por nitrogênio. China lidera o ranking, à frente de Irã, Arábia Saudita e Iraque.

Estados Unidos executaram 47 pessoas, ficando em sétimo lugar no ano. A Anistia ressalta que o organismo é contrário a todas as formas de pena de morte, independentemente das circunstâncias. Em regimes com sigilo de dados, a organização utiliza informações de condenados, familiares e fontes independentes.

Desafios na apuração de dados

A Anistia Internacional afirma que a China mantém números sob sigilo, o que dificulta a contagem exata. Em tais casos, a organização baseia-se em relatos diretos e em fontes não oficiais, incluindo familiares e advogados, para confirmar casos que tenham “confirmação razoável”.

O órgão não aponta um número definitivo de mortes atribuídas à China desde 2009, citando alterações metodológicas e limitações de acesso à informação. A estimativa é de que milhares de pessoas continuem a ser sentenciadas à morte anualmente, com um total provavelmente superior ao publicado.

A reportagem destaca que, além de tráfico de drogas, crimes violentos e ataques contra grupos vulneráveis respondem por boa parte das execuções na China. Há também casos ligados a corrupção, espionagem e segurança nacional, entre outros motivos.

A China respondeu à Anistia Internacional, dizendo que a organização tem “preconceito” contra o país e não é confiável. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a China aplica a pena de morte de forma rigorosa, com padrões e procedimentos estritos, e que houve redução gradual das execuções.

A Anistia aponta que, em 2025, o tráfico de entorpecentes responde por 46% das execuções conhecidas globalmente. A organização ressalta que, mesmo sem números oficiais, a tendência indica aumento de casos em vários países.

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