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Coalizão militar liderada pelos EUA condena protestos na Bolívia

Coalizão militar liderada pelos Estados Unidos acusa financiadores do crime por trás dos protestos na Bolívia, sem apresentar provas

Imagem colorida mostra membros do Escudo das Américas - Metrópoles
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  • A coalizão militar liderada pelos Estados Unidos condenou os protestos na Bolívia e anunciou apoio ao governo de Rodrigo Paz.
  • Em nota publicada na sexta-feira, o grupo classificou as manifestações como tentativa de derrubar o governo legitimamente eleito.
  • Sem apresentar provas, a coalizão disse que os protestos seriam financiados com dinheiro do narcotráfico e do crime transnacional.
  • Assinam o documento os países: Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago.
  • Diante dos protestos, Paz revogou a Lei 1720, e o governo enviou à Câmara um projeto para facilitar estado de exceção, que pode autorizar o uso das Forças Armadas; a pauta é analisada pela Câmara dos Deputados.

O Escudo das Américas, coalizão militar liderada pelos EUA, condenou os protestos na Bolívia e apoiou o governo de Rodrigo Paz. A Organização, composta por 13 países, classificou as manifestações como tentativa de derrubar o governo legitimamente eleito.

A coalizão afirmou, sem apresentar provas, que os protestos são financiados por dinheiro ilegal ligado ao narcotráfico. Também disse que quem financia esses atos deve ser responsabilizado, segundo o comunicado.

Paz, eleito presidente em novembro de 2025, enfrenta protestos desde início de maio. Manifestantes criticam medidas para o agronegócio, indústria e a revogação de impostos para grandes fortunas, além de uma lei sobre terras rurais.

Contexto político

O governo de Paz revogou a Lei 1720 após forte pressão popular. Mesmo assim, os bloqueios persistem em várias regiões do país, com pedidos de renúncia do presidente.

A Câmara analisa um projeto de lei que pode facilitar o estado de exceção, permitindo o uso das Forças Armadas para conter protestos. A decisão política segue em pauta, enquanto continua o debate sobre a norma.

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