- O Boeing 787‑9 Dreamliner da Lufthansa, matrícula D‑ABPQ, cedeu o trem de pouso dianteiro durante operação de manobra em Frankfurt, antes do embarque para Los Angeles (voo LH450).
- O incidente ocorreu às 12h45 de quinta-feira; passageiros falados estavam a bordo ou na área de solo, e dois funcionários da empresa sofreram ferimentos leves.
- O Escritório Federal Alemão de Investigação de Acidentes Aéreos (BFU) abriu apuração sobre as causas do colapso, com previsão de relatório preliminar em cerca de oito semanas.
- Investigadores e especialistas ouvidos sugerem que a inserção de um pino de segurança pode ter sido feita no local errado, devido à proximidade entre dois furos no trem de pouso, conforme avaliação de um influenciador da área.
- A Lufthansa informou que o avião será reparado após a conclusão da investigação, com estimativa de custos acima de R$ 31 milhões.
O Escritório Federal Alemão de Investigação de Acidentes Aéreos BFU abriu apuração sobre o Boeing 787-9 Dreamliner da Lufthansa, matrícula D-ABPQ. O trem de pouso dianteiro cedeu enquanto o avião ainda estava em solo, no portão do aeroporto de Frankfurt, na quinta-feira 4. A aeronave parou com a fuselagem dianteira no chão e o voo LH450, com destino a Los Angeles, ficou sem embarque no momento do incidente.
Funcionários da Lufthansa que estavam a bordo e na área de operação em solo sofreram ferimentos leves e foram encaminhados a hospitais próximos, onde receberam atendimento e alta no mesmo dia. Não houve registro de feridos entre os passageiros, pois nenhum deles havia iniciado o embarque.
A investigação inicial aponta que dois furos próximos no trem de nariz exigem atenção no momento de inserção de um pino de segurança durante inspeções em solo. A hipótese considera possível erro humano na montagem ou falha de procedimentos. A Boeing já havia emitido em 2019 orientação para evitar a colocação indevida do inserto. O reparo do 787-9 deverá ocorrer após o fim da apuração.
Estágio da apuração e próximos passos
O relatório preliminar do BFU deve ficar pronto em cerca de oito semanas. A Lufthansa informou que o veículo será reparado, com custos estimados no equivalente a mais de R$ 31 milhões, com base em estimativas de manutenção de aeronaves de grande porte.
O 787-9 envolvido é uma aquisição recente da frota do grupo, que tem como meta reduzir a presença de jatos menos eficientes. A apuração continuará avaliando falhas mecânicas, procedimentos e conduta da equipe de solo.
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